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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Música de sexta-feira

The Lumineers - Sleep On The Floor


Pack yourself a toothbrush dear
Pack yourself a favorite blouse
Take a withdrawal slip
Take all of your savings out
'Cause if we don't leave this town
We might never make it out
I was not born to drown
Baby come on
Forget what Father Brennan said
We were not born in sin
Leave a note on your bed
Let your mother know you're safe
And by the time she wakes
We'll have driven through the state
We'll have driven through the night
Baby come on
If the sun don't shine on me today
And if the subways flood and bridges break
Will you lay yourself down and dig your grave
Or will you rail against your dying day
And when we looked outside
Couldn't even see the sky
How do you pay the rent
Is it your parents
Or is hard work dear
Holding the atmosphere
I don't wanna live like that, yeah
If the sun don't shine on me today
If the subways flood and bridges break
Jesus Christ can't save me tonight
Put on your dress, yes wear something nice
Decide on me, yea decide on us
Oh, oh, oh, Illinois, Illinois
Pack yourself a toothbrush dear
Pack yourself a favorite blouse
Take a withdrawal slip
Take all of your savings out
'Cause if we don't leave this town
We might never make it out

Encontros felizes

Sabem aquelas coisas que nos acontecem inesperadamente mas que parece que as estamos a adivinhar mesmo antes de acontecerem?!
Uns dias antes da nossa última viagem, como tinha encontrado o meu anel "perdido" lembrei-me que, já tendo procurado o fio do conjunto nos mesmos moldes do anel (que vim a achar) mas não tendo encontrado, a única hipótese que teria, sendo um artigo exclusivo de uma colecção antiga, era encontra-lo num aeroporto porque é onde por vezes têm peças antigas, já extintas das lojas há anos. 
Quando recebi o anel, no longínquo ano de 2014, lembro-me de instintivamente ter pensado "podia bem ter sido o fio igual, em vez do anel. Eu nem sequer uso normalmente anéis" porque havia um fio da mesma linha, muito giro, do qual vi imagens mas que não existia nas lojas naquela altura. Ainda quando escrevi a publicação sobre o anel encontrei imagens do fio e por isso voltou-me à memória. A verdade é que na altura tinha um fio de prata, a primeira prenda do meu homem, que adorava...então pus de lado a ideia, já que nem o encontrava. Mas agora, que tinha recuperado o anel (e que tenho o fio de prata estragado há algum tempo) não pude deixar de pensar naquele fio especial.
No dia em que viajámos encontrei-o. À ida, dei com um expositor da marca e pus-me a procurar, não fosse dar-se o equilíbrio dos astros e estar ali precisamente o que eu queria. E não é que estava mesmo?! Não era único, havia mais do que um até.
Ainda hesitei, afinal era um pequeno luxo desnecessário, que nos faria gastar dinheiro. Cinco minutos de indecisão diluídos com o facto de ser uma peça especial, que fazia sentido ter, sendo única e tendo-a encontrado naquele momento (depois de recuperado o irmão anel) e o marido ofereceu-mo. 



Há coisas que não se explicam. Qual era a probabilidade? O mundo por vezes alinha-se para nos mostrar um pouco de magia e nos fazer sonhar com tudo ser possível.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Respirar fundo


E ouvir esta música para tentar descomprimir um pouco da pressão que se me pesa nos ombros.
"Inspira, expira e não pira que o dia está quase a terminar!" é o espírito que me tem permitido enfrentar os dias. Não tem sido fácil manter-me motivada e entusiasmada. Tenho tido imenso trabalho e muita coisa em que pensar, a ocupar-me os dias e a encher-me de preocupação. 
Além do mais tenho andado particularmente angustiada com a minha perspectiva de futuro, o que tenho de fazer profissional e pessoalmente para conseguir atingir os meus objectivos. Não sei muito bem que rumo tomar para chegar onde quero e isso deixa-me desassossegada, talvez devesse estar a fazer outro caminho e não tenho mãos a medir... Relativizar é um exercício contínuo e constante. Respirar. Para tentar melhorar e ganhar novo fôlego. 

Quando "não dá mais"

Os nossos padrinhos de casamento separam-se.
A notícia chegou inesperadamente mas não posso ser verdadeiramente franca se disser que nunca pensei que pudesse acontecer. Somos de alguma forma próximos e sabemos como se relacionam. Além disso, sabemos que as relações, os "casamentos" não são eternos e muito menos fáceis...estas coisas podem sempre acontecer, a qualquer um. Não acabou o amor mas a relação estava tão desgastada e sem brilho, que já não fazia sentido.
Acho que a maior parte das vezes em que se "acaba a relação" não é porque se acaba o "amor" mas porque se deixou de investir, de dedicar e de alimentar a relação. Dá um trabalho do caraças! mas é isso que se tem de fazer se queremos ver uma relação tão íntima e próxima durar...
Nem sempre somos capazes. Ou porque os feitios são diferentes, ou porque se está cansado de insistir em certas coisas que são importantes para nós mas que não chegam à outra parte, ou porque simplesmente baixamos os braços e nos dedicamos a outra área que entendemos mais importante naquele momento na nossa vida, ou nos viramos para nós mesmos primeiro. Por vezes, depois de algum tempo numa relação absorvente, precisamos de nos virar para nós mesmos, para nos voltarmos a encontrar e equilibrar, porque já nem nos reconhecemos. Já me aconteceu e é do mais duro que se pode experimentar. Não se deixou de gostar do outro mas já não estamos bem naquela relação, naquela situação, já não nos sentimos capazes de continuar. É preciso. Por vezes é preciso. E o tempo é o nosso maior aliado. Foi o meu.


Não me custa que os nossos padrinhos se tenham separado. Custa-me sim que estejam a sofrer. E só espero que o quanto antes a vida se-lhes componha porque o tempo vai passar...e vão aprender a lidar da melhor forma com o que lhes aconteceu.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Gratidão pelas oportunidades que nos são dadas

Sabem quando sentimos que nos estão a dar oportunidade, quando nos permitem, com isso, aprender, crescer? Sentir isso no trabalho deve ser das coisas mais gratificantes que pode existir, por mais pequeno que seja o gesto, por mais responsabilidades que possa acarretar e por mais exigente que seja. Sermos postos à prova é importante mas também é importante que nos dêem oportunidade. 


Por vezes pequenas coisas fazem-me sentir que estou a fazer o meu caminho, com passos pequeninos, alguns ainda inseguros mas estou a fazê-lo e isso é o principal. E certos pormenores fazem-me sentir que tenho valor e ganhar o dia.

domingo, 24 de setembro de 2017

Medo de deixar de amar

 

Serei só eu que tenho um autêntico pavor sequer de pensar na possibilidade de um dia chegar à conclusão que deixei de amar o homem da minha vida? Este receio assola-me de quando em vez os pensamentos. Será que é possível amar para sempre a mesma pessoa? Será que, pelo contrário, é possível que o amor se perca? 

sábado, 23 de setembro de 2017

Agora sim: o "meu" anel de volta

No já longínquo Natal de 2014 o homem ofereceu-me um anel, que for desse tempo e ainda estiver por aqui já é uma seguidora histórica!



Usei aquele anel durante algum tempo (mais de um ano) mas a determinada altura estragou-se e eu acabei por arrumá-lo. Passado algum tempo lembrei-me de o levar à marca uma vez que ainda estava abrangido pela garantia legal (2 anos). Em 2015, trocaram-mo mas já não havia igual, pelo que em abono da verdade não trouxe o meu anel, aquele que ele tinha escolhido para mim e me tinha oferecido. Aquele anel que tanto amor e significado para mim transportava provavelmente será destruído e isso dá-me pena. Afinal, foi um presente muito especial do meu amor.

Já há uns tempos me lembrei de procurar aquele primitivo anel de que tanto gostei, assim como ele, em segunda mão. Sendo um anel de uma determinada colecção, acaba por ser algo exclusivo, só naquela altura o teria conseguido encontrar nas lojas, fora disso, só mesmo alguém que o tivesse comprado naquele momento, não o quisesse e ainda o tivesse em bom estado poderia ser o vendedor que eu procurava. Além disso, tinha de ser no meu tamanho e estar perto de mim. Qual seria a probabilidade? Já tinha procurado antes mas não tinha tido sorte até que há umas semanas, numa nova pesquisa, o encontrei. Tal e qual procurava. Tinha sido oferecido mas nunca serviu por isso nunca foi utilizado pela antiga dona, estando intacto. Era precisamente o meu tamanho, estava perto de mim e por isso não pude sequer pensar muito. Era agora ou nunca. E foi. Comprei-o e agora sim, tenho o meu anel de volta. Valeu a pena, para ver o marido deliciado a olhar para o anel no meu dedo "é mesmo bonito".


Aquele que um dia "guardou" o lugar à minha aliança... ♥

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

23 a 22


Hoje é um dia muito especial e  importante para mim. ♥ A minha menina, hoje mulher, celebra o seu aniversário. Por muito que eu já conhecesse o seu valor e nunca tivesse duvidado das suas capacidades, confesso que não esperava que a menina minha companheira de sempre se tornasse na Mulher que hoje conheço. A vida nem sempre é como nós gostávamos e os percalços fazem parte da nossa história, cabe-nos a nós decidirmos como os encarar e o que fazer com as experiências que o universo nos dá - sejam elas boas ou más. Embora não seja fácil, fazermos o nosso caminho faz de nós mais fortes e descobrirmo-nos faz de nós melhores pessoas. E é isso que tens feito. Eu sou tremendamente orgulhosa de ti e acredito que ainda estás só no início daquilo que de grandioso te reserva o futuro. Obrigada por seres mais que uma melhor amiga, obrigada por teres estado tão presente na minha vida, sempre lá quando eu precisei /preciso. Tenho muita sorte em ter-te na minha vida! ♥
E quem diria que em 2017 já me terias casado!? Que os teus 23 sejam maravilhosos! 
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
Feliz aniversário!

Que baladão do Bruno Mars


Não tenho conseguido tempo para me dedicar aqui ao sítio mas como as saudades já começam a picar-me e hoje fiquei deliciada quando ouvi esta música no caminho para o trabalho, venho partilhá-la. Faz-me lembrar uma balada romântica dos anos 80 ou algo assim. Já tinha gostado da versão mais "dançável" mas esta deixou-me rendida. E que melhor inspiração para o fim-de-semana!? 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Férias!


Hoje entro de férias. São as minhas primeiras férias do trabalho! Estou em pulgas por fugir daqui e sair da rotina, evitar as obrigações e os horários... e claro, finalmente trabalhar para o bronze que ainda só fui UMA vez à praia este ano. Que seja sereno e que seja feliz, especial tem de ser, porque vamos matar saudades daqueles que nos são mais queridos e estão longe. 

Casei # entrada da noiva na igreja


Foi mais ou menos com este fundo que eu entrei na igreja e caminhei até ao altar para me casar.
Infelizmente não tenho a gravação do que foi tocado na nossa missa mas foi semelhante ao vídeo acima. E se alguma vez pudesse ter tido dúvidas, sempre que ouço o início tenho a certeza que foi a música perfeita para acompanhar os meus passos em direcção ao meu marido, naquele dia tão especial. 
Entrei na igreja de braço dado com o meu pai, com a minha irmã atrás, seguida dos nossos padrinhos. Percorrer aquele espaço entre a porta da igreja e o altar pareceu-me uma verdadeira jornada porque vivi tanta coisa tão bonita que as palavras não poderão nunca explicar.
Cheguei à porta feliz e serena mas entrei sorridente porque vi todas as pessoas que nos eram mais queridas e especiais naqueles bancos, a olhar para mim e para o meu pai, de um lado e de outro. Sorriam-me e diziam-me que estava linda, desejando-me felicidades e os seus olhos falavam mais do que era dito pelos seus lábios também eles sorridentes. O meu pai ia tão radiante que quase não se lhe viam os olhos de tanto sorriso e orgulho - não é presunção, sei-o bem.
O G. estava um pouco antes do altar à minha espera, de costas até eu ter chegado a meio da igreja. Quando aí cheguei o nosso fotógrafo deu sinal ao padrinho, que avisou o G. para se virar e olhar para a sua noiva pela primeira vez. Ele fitou-me e no mesmo instante baixou a cabeça levando a mão aos olhos. Quando me viu chorou. Eu aí tive de fazer um esforço para me conter. Vê-lo chorar não estava nos planos. Depois de ter segurado o choro durante o percurso até ele, porque vi muita gente querida emocionada por me ver prestes a casar, tão contentes e cheios de amor, foi a maior riqueza que experimentei naquele dia. Foi mágica aquela sensação, aquela felicidade tão plena por ser partilhada por tantos corações, foi mágico e ficará para sempre na minha memória. Quando vi que tinha emocionado o G., continuei a sorrir na sua direcção mas não contive uma lágrima que se me escapou do canto do olho. 
Ali me despedi do meu pai, pedindo-lhe um beijo que ele de tão nervoso e contente cumprimentou o G. mas não me soltava nem sabia muito bem se ia embora e fiz o restante caminho, depois de um beijo na bochecha, com o meu homem. "Estás linda!" sussurrou-me.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Viagem de Natal


Não se compreende os preços escandalosos que estão a ser praticados em viagens para a altura do Natal entre o continente e as ilhas. Estou a procurar viagem desde Dezembro!!! Tenho visto todas as companhias que operam e com muita frequência. Depois de mil e uma reservas, de mais de oito meses de pesquisa e de não ver a coisa a melhorar, comprámos a viagem. A viagem mais cara de que tenho memória! Quase 500€ para fazer uma viagem de 1:30/45h!? Nós somos dois, então fica-nos perto dos 1000€ ir passar o Natal com a família! Será que isto faz algum sentido? Estamos a falar do mesmo país, de cidadãos portugueses, não se trata de serem estrangeiros e este é o melhor preço que se consegue? Em low cost = sem bagagem nenhuma!?! Desculpem mas é inadmissível. Apesar de já a ter pago, por não ver melhor solução possível, não me consigo conformar com isto. É um absurdo! E quem pode, não faz nada.

Deixei o homem sozinho em casa um dia


E o resultado foi ele ter comprado uma máquina de lavar roupa nova e tê-la posto em casa. Fez um bom negócio e resolveu-nos o problema rapidamente. Além disso, ainda fez feijoada de lulas para o jantar e limpou a casa. Isso é que foi um dia produtivo! 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Egocentrismo e egoísmo


Há pessoas que não são capazes de ver mais nada além do seu próprio umbigo e estão completamente convencidas que tudo gira à sua volta. Encontrarmos alguém que não seja assim já começa a não ser muito fácil. Encontrar pessoas destas na nossa equipa de trabalho pode ser uma verdadeira pedra no sapato. Confesso que não consigo abstrair-me da atitude tão egoísta e egocentrista de algumas pessoas. Fico mesmo chocada com a habilidade que têm para olhar para o lado quando não lhes interesse ou quando acham que não é da sua responsabilidade alguma coisa. O espírito de equipa deve ser para elas uma coisa muito distorcida: só serve para o que lhes convenha, para o resto, principalmente quando implica dar a mão a um colega, pura e simplesmente não existe. Isto a mim causa-me uma grande estranheza. Não consigo lidar com gente assim. São gentinha, mesquinhas e aproveitadoras. São parasitas, sangue-sugas oportunistas. Dão-me nojo. É de uma falta de sensibilidade, consciência e consideração que não tem salvação possível. Estas pessoas deviam viver em ilhas, sozinhas consigo mesmo. Gostava de ver quanto tempo durariam.

Bênçãos humanas


As pessoas especiais são grandes bênçãos nas nossas vidas. Não posso dizer que tenha muitos amigos. Acho que as verdadeiras amizades se contam pelos dedos de uma mão e isso é bom. Já somos muito abençoados por poder ter uma pessoa com quem possamos verdadeiramente contar, quando temos mais do que uma somos uns verdadeiros sortudos. Além disso, acho difícil ter-se muitos bons amigos. De há algum tempo a esta parte temos tido oportunidade de criar momentos em que podemos estar juntos e é sempre tão mas tão bom! Um jantar ou um lanche em amigos, um encontro fugaz ou uma boa parte do dia com alguém especial, é terapêutico. Ainda mais especial se torna quando sabemos que é mútuo e que o nosso parceiro também se sente tão bem com aquelas pessoas que nos são queridas.

Sabemos que somos abençoados quando podemos contar com, ainda que poucas, pessoas muito queridas e especiais nas nossas vidas, que estão lá para o que der e vier, ao nosso lado para quando for preciso, seja para chorar no seu ombro ou festejar mais uma conquista.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Detalhes da casa - neutros e cores quentes

Foi um fim-de-semana produtivo! No sábado fartámo-nos de trabalhar na procura pelas coisas que nos faltam lá para casa. Passámos o dia de loja em loja em busca do que pretendíamos. Não encontrámos tudo mas viemos com o protector de colchão que precisávamos, o tapete de entrada simples e giro (encontrei no Continente, tal como alguém tinha sugerido, obrigada!), os tapetes de wc (em promoção no IKEA) e a manta para o sofá. E ontem fomos buscar uma toalha para a mesa da sala. Estamos na onda das cores mais vivas para as decorações pois tudo o resto já é muito neutro e simples, então temos de dar cor à casa com os detalhes. E fica tão giro! Ontem, em contraste com sábado, ficámos quase o dia todo por casa, a gozar o nosso ninho...e sabe tão bem. Sentimo-nos cada vez mais em casa.






 

Para a sala, como o nosso sofá é branco e cinza e todo o restante mobiliário é branco, decidimos que o amarelo seria a cor quente. Comprámos a manta e a toalha de mesa nessa cor e gostámos muito do resultado. Agora pretendemos encontrar um tecido amarelo liso e outro com padrão nos tons de branco, cinza e amarelo para fazer fronhas para as almofadas e forrar os assentos das cadeiras. Andámos à procura de tecidos no sábado, dentro da nossa ideia mas ainda não encontrámos nada.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Lust for life


A última música da Lana Del Rey, descobri agora, é com The Weekend. E é muito gira.
Bom fim-de-semana!

A nossa casinha


Estou deliciada com o aspecto com que a nossa casinha está a ficar! Ainda só tem praticamente o útil, porque como nos faltam algumas coisas, ainda não nos dedicámos propriamente às decorações, aos téxteis que pretendemos e aos pormenores. Além disso, estamos com um restauro na calha e para isso precisamos de algum tempo mas a casa já nem parece a mesma desde que tirámos a tralha excedente (móveis). Está tudo muito simples, nada digno de capa de revista mas está muito ao nosso gosto!
Falta-nos encontrar umas coisas bonitas, de que gostemos, para conseguirmos criar o ambiente que temos em mente para ali. Nesta casa decidimos que, ao contrário do que vimos fazendo, só teríamos em casa coisas de que gostássemos, se dependesse das nossas escolhas. O facto de também eu estar a trabalhar tem permitido isso. Apesar da casa ser antiga e ter muita coisa que não está na melhor condição em termos de estrutura, foi-nos entregue pintada e com a cozinha e wc limpinhos, ou seja, com azulejos brancos e chão cinza, o que, pelo menos em comparação com a anterior, é uma grande diferença. Parece logo que a casa é mais limpa, mais fresca e moderna e nós gostamos disso. Acresce que estamos muito virados para o mobiliário branco, em contraste com a cor predominante da nossa antiga casa, o castanho - graças aos móveis reaproveitados que tínhamos. Ao nos mudarmos decidimos que só teríamos aquilo que precisássemos e que gostássemos mesmo. Isso tem feito toda a diferença e temos adorado o resultado.

Em resposta a algumas perguntas na publicação anterior: não, infelizmente aquele não é o meu tapete de entrada. Quem me dera! Se souberem onde há, digam por favor. Ainda não temos tapete de entrada nesta casa!

Faltam-nos colcha e tapetes com cor para o quarto (já que está todo muito claro), forrar assentos das cadeiras da sala com um tecido giro e colorido, que também pretendemos usar para as capas das almofadas de lá, pôr cortinados nos quartos, encontrar um móvel de televisão, um louceiro/aparador e resolver o que fazer quanto à estante. Além disso, precisamos decidir/ arranjar os quadros que queremos pendurar, comprar toalhas para a mesa da sala, uma manta para o sofá, uma máquina de lavar louça, adaptar o forno para gás de botija, trocar de tábua de engomar e restaurar o móvel da entrada. 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Primeiro jantar na casa nova

 

Estava em pulgas para poder receber novamente os meus amigos lá em casa. O último jantar na nossa casa foi talvez em Abril e desde então, apesar de nos termos encontrado já várias vezes, tem sido sempre na casa deles porque nós com a mudança não tínhamos disposição e muito menos condições. Este estado de espírito - falta de vontade de receber alguém querido em minha casa - é-me muito estranha e por isso agora que a casa começa a parecer-se com isso (apesar de ainda ter muito trabalho por fazer), não consegui esperar mais e, também para assinalar o início das férias do homem, hoje faremos o primeiro jantar lá em casa, com os do costume. E apesar de amanhã trabalhar é tão bom! 

Querido Agosto

Há já alguns anos que o mês de Agosto tem para mim um significado especial. Desde que começámos a namorar, o G. passou a ir todos os anos por esta altura à minha terra. Se quando era miúda e adorava a escola Agosto era um mês de tédio total e quando vim para a faculdade equivalia a um qualquer retrocesso porque voltava para a casa dos meus pais e não tinha a liberdade que em época de aulas e a morar sozinha tinha, desde que começámos a namorar e dado que o homem abraçou a minha terra natal quase como se fosse sua, Agosto passou a ser muito especial.


Ele tem há já alguns anos férias obrigatoriamente neste mês e por isso, como coincidia também com a minha pausa lectiva, passou a ser a altura em que lá vamos mais tempo. Por isso, porque as saudades são muitas, porque há aniversários muito especiais nessa altura, bem como outros festejos únicos por lá, ir a casa em Agosto tem um gostinho especial. E o melhor de tudo é que é partilhado por ambos. 
Agosto equivale, por isso, a família, pessoas muito especiais que normalmente estão longe de nós, lugares que nos são queridos, jantares, arraiais e um coração cheio. 
Este ano como estou a trabalhar só posso tirar quinze dias (já tenho muita sorte em poder tirar!) este mês. Nem de propósito, faço 6 meses de trabalho neste mês e por isso já posso tirar dias de férias. E o marido já está de férias, por isso já me sinto meio que em modo férias. Assim, entrámos oficialmente em contagem decrescente para a última quinzena, que será com certeza muito feliz.

O poder de uma casa "arrumada"

Ter a casa "arrumada" no sentido de ter finalmente as coisas orientadas, com a organização por divisões e com as ideias já formadas quanto ao que se pretende para cada coisa/ local faz toda a diferença no meu estado de espírito. Com esta mudança percebi que me afecta verdadeiramente o facto de ter tudo virado do avesso em casa. Não lido bem com a total ausência de organização doméstica! Neste fim de semana fizemos aquilo a que nos propuseramos porque finalmente as coisas se proporcionaram e as circunstâncias ou conjunto de condições o permitiram. E sinto-me tão aliviada e satisfeita que nem imaginam! 


Tínhamos na sala mais de dez cadeiras (as antigas e as novas), dois sofás (sendo um deles com chaise longue), caixotes com livros, caixas com coisas por arrumar, duas secretárias, um móvel de prateleiras pequeno, uma estante por montar, mesas de entrada por restaurar, candeeiros que sobravam...enfim, até perco a conta às coisas que tínhamos naquela divisão. A sala estava completamente lotada e não havia maneira de manter aquilo assim. Por isso, ficou somente o que nos interessa: o sofá grande, o móvel (provisório) com a TV, a mesa e seis cadeiras, uma estante e uma secretária. Demos um sofá, quatro cadeiras, uma secretária, um candeeiro, uma mesa de entrada, eu sei lá! Ainda estão por ter destino algumas coisas (ou porque as queremos vender, ou porque ainda não encontrámos as substitutas que queremos e podemos pagar) mas fez toda a diferença ter saído aquele excedente. Parece outra sala, outra casa!

No quarto a mesma coisa. O nosso quarto não tinha coisas a mais, ainda não estava era organizado. Tínhamos muitas roupas em cima de uma cómoda (não dentro, em cima), por ainda não termos os roupeiros montados/organizados, dormíamos no chão, com dois colchões encostados a uma das paredes e a cómoda ao lado. Com a vinda da nossa cama, aproveitámos a marquise e pusemos lá a cómoda, junto aos dois roupeiros (não cabem no quarto então estão na marquise) e lá encaixou perfeitamente! Uma maravilha porque assim pudemos pôr a cama no centro do quarto, sem ter de estar encostada a nenhuma parede e com a mesa de cabeceira no seu devido lugar. A cama tem imensa arrumação por baixo (caixa com sommier elevatório) e como é de báscula podemos abrir sem problemas do quarto ser pequeno. Fiquei encantada com o quarto!

Ainda há muito caminho a percorrer e temos muito trabalho pela frente, principalmente com aquilo que estava no escritório que deixámos de ter! São livros, apontamentos, equipamentos electrónicos e eu sei lá mais o quê. Mas aos poucos lá chegaremos, já não falta tudo. Na verdade, em comparação com o que já fizemos, já falta é pouco! E isso é razão para eu já estar mais feliz.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Entra e sai de mobiliário

 

Hoje chegam os novos, vão-se os velhos, como que numa dança mais ou menos ensaiada, ao ritmo do que é possível coordenar. Esta fase em que tenho a casa completamente cheia de coisas que não cabem nesta e caixas e caixotes e coisas aqui e ali, amontoado, espalhado numa divisão e noutra... tem-me dado conta da cabeça. Já não dá mais para mim. Só me quero ver livre do que tenho a mais e começar a por ordem naquela casa porque assim não dá. Não sei se já passaram por isso mas acaba por nos desorganizar também a nós mesmos e eu já não estou a lidar bem com isto por isso deste fim-de-semana não passa. Temos de ficar mais leves e ponto final.

Mal posso esperar por ter a casa composta ao nosso gosto! Até lá, ficam as inspirações e esse desejo.




quinta-feira, 27 de julho de 2017

"Ridicularismos" populares


Comprar um Jaguar com o cartão da empresa.
Às vezes acho que as pessoas só podem não ter noção, que há coisas inacreditáveis, que nem deviam ser permitidas e que descredibilizam qualquer pessoa que se deixe embrenhar numa vida que se alimenta de aparências. Não há paciência para tamanha falta de consciência.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Cenas frustrantes de uma máquina de lavar estragada


Além da despesa de termos de comprar uma máquina de lavar roupa nova - o arranjo pelos vistos custa quase o mesmo e por isso não compensa - ainda me estragou a roupa que estava a querer lavar quando ela decidiu passar-se. Como meteu água no tambor a roupa ficou molhada e como ficou molhada houve uma peça que manchou as outras, imaginem, de ferrugem (um vestido branco com tachas)!!! Ironia das ironias!? Estavam naquela máquina de roupa três pólos do homem acabadinhos de comprar!!! Que dor! Digam lá se não é de uma pessoa querer partir a máquina de vez?! E eu levei a roupa a casa da minha mãe a lavar no dia seguinte (tendo-se passado isto à noite).


Cenas embaraçosas de uma máquina de lavar estragada


Eu nem sou nada destas coisas mas parece que é de propósito! A pessoa decide comprar uma camisa de dormir mais sexy para fazer uma surpresa ao homem e quando a põe a lavar a máquina decide dar o berro e não funciona mais. Resultado? A roupa, como ficou molhada, teve de ir logo a lavar. Sabem onde? À minha mãe... Pois!


Aditamento: Não lavei à mão para que o homem não visse ahahaha!!!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Mesa na cozinha


Nesta nova casa temos possibilidade de ter uma mesa, ainda que pequena, na cozinha. O marido ficou radiante quando percebeu que lá podíamos enfiar uma mesa e comer na cozinha como ele já tanto queria há anos (nunca tinha tido essa possibilidade nas casas por onde já passou) e já ninguém lhe tirava a ideia da cabeça. Apesar da divisão não ser muito grande e podermos lá pôr uma mesa pequena para nós comermos os dois, isso implicava não pôr lá mais nada porque o espaço era consumido. Assim se fez e pusemos arrumação no corredor, em alternativa, para podermos ter a mesa na cozinha. Encontrámos uma mesa pequena com tampo em pinho e pernas brancas torneadas (do género da imagem) e foi amor à primeira vista. Em segunda mão, 15€. Agora falta encontrar as cadeiras que queremos, dentro do que podemos comprar.
Gostámos tanto do branco na cozinha que o estamos a transpor para todas as outras divisões. Branco e pinho e cinza parece-nos uma conjugação harmoniosa, moderna e simples que é o que pretendemos.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Serei só eu?

Com o passar do tempo e com a idade tenho perdido certezas.


Aquelas verdades absolutas que em tempos arranjei à minha vontade foram-se desvanecendo e hoje não as consigo já encontrar. Aquelas coisas em relação às quais eu tinha certeza (que nunca foram muitas, bem entendido), deixaram de existir. Há muito pouca (senão nenhuma) coisa que eu possa afirmar veemente que não farei, por exemplo. Eu sei lá ao que chego? Eu já mudei tanto e tenho tantas alterações de humor, pensamento em tão curto espaço de tempo que já me deixei de pré-conceitos. Não vale a pena, só nos limita. Afinal, acho que, no fundo, o tempo e a idade me trouxeram alguma sabedoria e sensatez para perceber que nem sempre o que imaginamos é possível, o que queremos existe e que muitas vezes não estamos a ver o panorama todo, que as circunstâncias podem condicionar em muito as nossas acções e que há coisas que não podemos evitar.

O meu corte de cabelo mais radical

No final do mês de abril, depois de dar voltas e voltas à cabeça sobre esse assunto, lá me decidi e livrei-me de um bom tamanho de cabelo. Não tenho ideia de mim com o cabelo tão curto como o tenho agora.
Eu adoro cabelos compridos e com o casamento, deixei o meu crescer o máximo que consegui, de maneira que não o cortava há cerca de um ano e sete meses. E estava enorme! Nunca o tinha tido tão comprido também, estava praticamente na cintura. Mas o meu cabelo é muito seco e com o comprimento não me facilitava a vida nesse assunto, por mais cuidados que tivesse. Além disso, estava um bocado cansada de me ver sempre igual e, apesar de adorar ver-me com o cabelo compridão, estava a precisar de um novo ar.
Assim foi, com o profissional da minha confiança, perguntei: "Achas que dá?" e a resposta foi clara. Cabelo pelo ombro, um ar mais leve e bem diferente do habitual. Levei algum tempo a adaptar-me. Há dias em que quero cortá-lo ainda mais e outros em que tenho saudades dos meus cabelos longos. Continuo a ter uma juba porque o meu cabelo tem jeitos e volume mas é muito mais fácil tratá-lo e não custa tanto usá-lo solto nos dias mais quentes. Foi uma grande mudança mas ainda bem que a fiz, estava a precisar e gostei muito.

ANTES: o meu cabelo estava deste tamanho.

DEPOIS: foi este o corte que levou. Não tem nada a ver com esta cor e tem muito mais caracóis mas é este o tamanho/corte.

sábado, 22 de julho de 2017

Eu, impaciente me confesso

Onde é que eu alguma vez poderia imaginar estar onde estou agora, há uns anos atrás?! É que nem de perto nem de longe eu achei que faria o percurso que acabei por dar à minha vida.


A verdade é que estou constantemente a achar que me falta alguma coisa, a querer mais e mais e mais e, muitas vezes, para ontem, a desesperar quando as coisas não tomam o rumo que eu gostava e a sofrer por antecipação porque penso sempre no que podia ter já feito e não fiz. Tenho feito um grande esforço para mudar esta minha forma de ser e noto grandes diferenças de há uns anos para cá - é um processo longo e que se quer gradual porque implica muita coisa e está-me na veia, pelo que, contrariá-lo não é pêra doce. Mas tenho plena consciência do progresso que já fiz (ainda que também saiba perfeitamente que ainda tenho muito caminho a fazer nesse sentido).
Hoje quero muito olhar para o que fiz e dar o devido valor ao meu percurso, ao que alcancei, àquilo por que já passei. Nem sempre é fácil vermos o nosso reflexo com lucidez. Eu sei que tendo a distorcer o meu. Mas todo o nosso caminho tem um valor inestimável e, mais importante do que isso, é o nosso percurso. É o que faz de nós o que somos, o que nos dá o que temos e aquilo com que podemos trabalhar de agora em diante. Não vale a pena tentarmos agarrar-nos a outras coisas, mais vale partirmos logo da realidade, do que somos, do que fizemos, do que temos, e fazer o nosso melhor. A ambição e o almejar mais e melhor são importantes mas também é fundamental termos consciência do que é efectivamente possível, que as circunstâncias, quase sempre alheias à nossa vontade ou alcance, nos conduzem a um caminho único, sem grandes alternativas. Isso é a vida. Se fosse só um projecto perfeitamente medido, não teria a mesma piada.

Hoje sou uma jovem casada, que terminou uma formação, está a trabalhar numa área que nunca imaginou e que tem aprendido a lidar com as adversidades a duras penas mas que tem crescido muito com isso. Sou muito abençoada por ter encontrado para a vida o homem que nunca imaginei exigir fora das histórias de encantar e por termos saúde, por termos a honra de podermos contar com pessoas verdadeiramente especiais na nossa vida, por termos saúde e capacidade para lutar pelo que mais desejamos - ser felizes. E eu não imaginei nunca poder ser tão feliz como já fui/sou.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

A nossa cama !

Vamos ter a nossa primeira cama! Eu sei que pode parecer estranho mas não temos cama. 


Já andávamos desde o ano passado para comprar uma cama para nós mas o tempo foi passando, não dedicámos o tempo suficiente ao assunto e a coisa foi-se arrastando. Procurámos mas não nos debruçámos sobre a pesquisa e portanto não decidimos. A mudança de casa foi o empurrão que precisávamos para aquilo que adiámos durante meses.
A nossa cama era basicamente: duas paletes no chão, um colchão por cima das ditas e um segundo colchão no topo disso tudo. Era aí que dormíamos. Em tempos tivemos um estrado com pés mas começou a ficar curvo e já o notávamos nas costas, por isso decidimos retirá-lo e usar somente as paletes (como o G. usava quando fomos viver juntos).
Já há muito tínhamos decidido que quando comprássemos investiríamos num sommier elevatório com espaço de arrumação por baixo. Vimos alguns, procurámos o que coubesse no nosso orçamento. Visitámos duas lojas "tradicionais" e fomos a duas "grandes". Encontrámos duas opções. Aconselharam-nos colchões, que disso não percebemos grande coisa, só sabíamos que queríamos de molas e firme.
Decidimos onde iríamos comprar, escolhemos as medidas, cor e modelos e encomendámos. As duas lojas "tradicionais" conquistaram-nos e eram equivalentes. Uma, bem perto de nossa casa e outra bem mais longe. Optámos pela mais próxima. Tinha lá um sofá que nos piscou o olho a um preço muito atractivo e acabámos por encomendá-lo também. Assim sendo, as nossas primeiras grandes compras de mobiliário em primeira mão estão a ser cozinhadas. Apesar de ser um gasto é um investimento que faz todo o sentido. Mal posso esperar que cheguem!

O trabalho, a casa e a vida

Ultimamente não tem sido fácil conseguir vir aqui espairecer como tanto gosto. Os dias não esticam e entre o trabalho que nos consome a maior parte do dia e a casa que nos absorve toda a energia que nos possa restar, não sobra muito tempo para conseguir aqui vir. Ainda não me consegui organizar nesse sentido.

As coisas lá por casa ainda precisam de levar uma grande volta mas só conseguimos fazê-lo aos poucos - porque afinal, além de tempo e disponibilidade, exigem dinheiro. Temos de nos concentrar nos nossos objectivos e apesar de estarmos (felizmente!) ambos a trabalhar as despesas não param de surgir.


Temos sentido que faz muita diferença estarmos ambos a trabalhar e sinto-me muito abençoada por poder ter o meu ganha pão, como há muito já ansiava. Apesar de ter vindo a assumir novas responsabilidades na empresa, estou a gostar muito de lá estar e sinto-me lá bem. Tenho a sorte de ter um bom ambiente de trabalho, ser bem tratada e ter condições boas para os tempos que correm. Não é o meu emprego de sonho, tenho de confessar mas é um óptimo primeiro trabalho e tem sido muito enriquecedor para mim.

Por vezes sinto que por mais ginásticas que façamos, temos sempre de enfrentar obstáculos pelo nosso caminho. E eu sei que isso faz parte, que crescemos e aprendemos muito com as dificuldades - e agradeço aquelas porque já passei porque me trouxeram muito - mas também sei que há dias em que me sinto tão impotente e exausta que quase apetece desistir, baixar os braços e enfiar-me no canto mais próximo.

terça-feira, 18 de julho de 2017

terça-feira, 11 de julho de 2017

Ter saúde é uma bênção


A saúde da minha sogra está frágil. Com o passar do tempo e as várias sessões de tratamento continua a sentir-se debilitada, não tem apetite e tudo lhe enjoa e por isso está muito magra. O último tratamento que deveria ter feito foi adiado porque não estava capaz. Faltam dois dos seis que foram planeados inicialmente mas não sabemos ainda quando é que ela os conseguirá receber. Não há como evitar que isto afecte toda a gente à sua volta. Somos poucos os que constituem o seu círculo reduzido e não há nada que se possa fazer, tudo depende somente dela, da reacção do seu organismo e da postura e atitude que decidir adoptar.
Custa muito ver como sofrem e se angustiam os que lhe são mais próximos. Custa muito não saber o que esperar mas desde que soubemos que estava doente que eu, não sei explicar, mas entreguei a Deus o desfecho deste episódio. Eu acredito, não sei por que força superior ou certeza suprema, que tudo irá correr da melhor forma e que esta é apenas uma fase menos boa. Servirá com certeza para aprendermos e crescermos todos...os restantes propósitos ainda os iremos descobrir com o passar do tempo. Não posso dizer que não me inquiete mas desde o primeiro momento, ter deixado nas mãos d'Ele tem-me dado a calma que eu preciso para me manter. Não consigo imaginar fazê-lo de outra forma.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Celebrar o amor

Por ocasião do nosso aniversário de namoro estar a aproximar-se e por termos uma escapadinha para aproveitar (que nos ofereceram no casamento), fomos até uma das cidades do centro que mais atractiva se tem tornado nos últimos tempos. Mora lá um casal nosso amigo, por quem sentimos algo muito especial, apesar da distância que 300km e vidas muito atarefadas impõem. 
Apesar de termos ido para aproveitar o alojamento onde ficámos e aquilo que oferecia tentando descansar ao máximo, estivemos todo o restante tempo com eles. As saudades eram já muitas e muita coisa havia para partilhar entre os quatro. Pudemos reviver momentos já longínquos das nossas vidas e demo-nos conta de que muito foi simultâneo (afinal começámos a namorar no mesmo ano que eles) e por isso também acabou por ser partilhado. Lembro-me perfeitamente dela, minha companheira amiga, me contar que se tinham aproximado, das primeiras visitas que ele lhe fez, ainda na nossa casa partilhada e de momentos que passámos os quatro logo no início dos "nossos" (nossos e deles) tempos. 


Foi tão mas tão bom estarmos com eles e podermos aproveitar aquela companhia tão especial! Viemos de coração cheio. E foram de uma atenção e gentileza tais que só nos deixaram o desejo de voltar lá todo o fim-de-semana. Que bom é ter amigos assim. São raros, mas existem e nós temo-los, por isso só podemos ser muito abençoados. E assim voltámos a casa com um novo fôlego para enfrentar uma nova semana.
Foi a nossa forma de celebrar o nosso amor, a amizade (que é só uma outra forma de amor, afinal), e deixou-nos lembranças tão especiais. 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Devaneios


Sabem quando nada vos chega ou enche as medidas? Quando parece que nunca é suficiente? Às vezes sinto que estou completamente fora de mim porque nada me encaixa. Tinha vontade de sair daqui, de encontrar um desconhecido, num lugar onde nunca estive ou voltaria e deixar-me levar pelo tempo. Sem qualquer entrave ou amarra, sem nenhum precedente ou consequência. Eu sei, isto não existe.

A miúda "tá louca"


Não sei o que se está a passar comigo... Nem me consigo reconhecer. Fantasiar com histórias impossíveis, nas quais não me reconheço...o que é que isto significa? Acho que estou a ter uma crise de hormonas descompensadas. Há coisas que me têm passado ultimamente pela cabeça que não são possíveis nem se aproximam minimamente da realidade. Ando a viajar na maionese, só pode. E a culpa é das minhas hormonas que não estão capazes de se controlar.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

5 vinte e oitos


CINCO anos. São anos de muita mudança, de muito crescimento e, principalmente, de construção.
Aprendemos muito, errámos, mas acertámos mais. Apesar de ser uma vida real, de haver altos e baixos, dias bons e momentos menos bons, ter a possibilidade de partilhar tudo isso contigo é uma bênção. Experimentámos coisas novas, ultrapassámos desafios que nos puseram verdadeiramente à prova e fomos o apoio um do outro incondicionalmente. Somos amigos, apaixonados, companheiros e família. A que escolhemos ser. E é essa a nossa maior riqueza, termo-nos um ao outro para construirmos juntos aquilo que bem entendermos. À nossa medida, como ditarem as nossas cabeças e como mandarem os nossos corações. Sou muito grata por tudo o que nos rodeia, por aquilo que conseguimos alcançar e por todos os que fazem parte do nosso caminho. Sou muito abençoada por te ter como marido (e sempre que o digo/penso/escrevo enche-se-me o peito de amor, orgulho e felicidade). Obrigada, de todo o meu coração! Amo-te a cada dia mais um bocadinho.