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sexta-feira, 16 de junho de 2017

A sonhar com dias de mar

Que vontade de me estender na praia, deixar-me ensurdecer pelas ondas do mar e boiar sem nenhuma preocupação em mente. Estou a contar os dias para as férias. Com dias de bom tempo, só apetece estar dentro de água, nas nossas praias de eleição... 


Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Casei # Os meus ramos

O prometido é devido, por isso, dou início aos relatos sobre o casamento (ainda que 6 meses depois).

Eu não sabia que flores queria para o meu ramo de noiva, ou melhor, a ideia que eu tinha não era concretizável, pelo que não tinha imaginado nada em concreto. Sabia o que não queria e vi várias imagens que gostei. Partilhei isso com a florista e o resultado surgiu, conjugado com todo o ambiente do nosso casamento (roupas, decoração, tons e género), do talento e experiência da profissional que nos auxiliou nesta parte, mais do que perfeito. Não poderia ter imaginado nada mais perfeito.


Eram dois porque um deles queria oferecer a Nossa Senhora.
O "principal", que me acompanhou a mim o tempo todo, tinha espigas que faziam parte da nossa decoração e estavam carregadas de simbolismo para nós, um terço do matrimónio no caule e rosas, que são a flor por excelência.


O segundo ramo tinha pontas de eucalipto e, por isso era verdadeiramente perfumado. Cheirava tão mas tão bem! A simplicidade fê-lo muito especial e bonito e para mim seria difícil escolher entre um e outro. Como a florista já os tinha imaginado e só mos mostrou já dando conta do propósito de cada um, conforme os tinha construído, encaixou tudo na perfeição.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Lides domésticas


A casa nova tem dado muito trabalho. Temos muita coisa para tratar, comprar, encontrar, organizar, vender e então os dias livres têm sido aproveitados ao máximo para riscar itens da lista de tarefas que parece não ter fim. O melhor lema é "uma coisa de cada vez", afinal tenho o melhor parceiro para estas (e outras) aventuras.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Fim-de-semana num cantinho do céu


Esgotados como temos estado e com tanto para tratar dada a mudança de casa (as coisas que temos a mais e as que temos a menos, os pequenos detalhes, aquilo que falta comprar...), o nosso maior desejo era poder abstrair-nos um pouco do que nos preocupa e arejarmos as ideias, longe de tudo e todos.
Pelo aniversário do moço que quase coincidiu com os nossos primeiros seis meses como marido e mulher, quis fazer aquilo que já há muito queríamos e sonhávamos - passear, para longe de casa, sem horas, sem obrigações, só nós dois.
Estávamos mesmo, mesmo, mesmo a precisar. Estes primeiros meses têm sido muito exigentes para nós por uma série de coisas que têm acontecido, por isso precisávamos mesmo deste tempo para nós.
Foi tudo preparado algo em cima do joelho porque, lá está, tempo não me tem sobrado. Mas tinha de o fazer e assim foi. Talvez na quarta-feira reservei uma noite no alojamento local de uma Vila bem simpática que não conhecíamos, sem ser muito longe de casa mas não sendo, também, perto. E disse-lhe que no sábado tinha planos para nós. Era tudo surpresa para nós.
Pedi-lhe que não marcasse nada para o fim-de-semana "para descansarmos" e que confiasse em mim sem fazer demasiadas perguntas porque queria que fosse surpresa. Na sexta-feira antes de sair de casa preparei a "mala" e pus tudo o que precisávamos no carro, para que ele não o visse. E pedi ajuda à minha mãe para ir ver-nos os gatos enquanto estivéssemos fora (que também têm sentido muito as mudanças da família e estão carentes).
No sábado saímos de manhã e fomos andar a cavalo. Ele acha-os animais fascinantes e eu descobri um clube/ uma quinta, que tem muitos, que recebe provas e que permite aos "leigos" ter contacto com eles.
Passámos lá a manhã e almoçámos. O sítio é óptimo e o ambiente muito simpático, ficámos com vontade de voltar. Até têm piscina.
Depois de almoçar, fizemo-nos à estrada. Eu tinha um rumo, ele é que não sabia qual era. Fomos descendo, pela nacional, passando terras e terrinhas por onde nunca tinha passado e deixando para trás várias placas com palpites (achava que íamos a um sítio quando via a placa, perguntava e eu nada dizia, quando deixávamos a respectiva placa para trás, tirava dali a ideia). Até que, quando chegámos lhe disse que era ali que íamos. 
Fomos até à praia, demos uma volta no centro, mas eu tinha de dar entrada no hotel e por isso andava à procura do mesmo. Quando o encontrámos e ele percebeu que "tinha quartos" perguntou logo o que lá íamos fazer e se passávamos ali a noite estupefacto. A resposta era afirmativa e assim passámos umas horas longe de casa, num sítio que nos pareceu um cantinho do paraíso, só a passear e a tentar descansar. Andámos a pé, encontrámos um sítio onde se comia bem sem pagar muito por isso e delicia-mo-nos com a calmia daquele momento para nós. Foi tão mas tão simplesmente bom!
Apesar de não ter sido muito tempo, apesar de ainda nos sentirmos cansados e nos preocuparmos, sinto que o fim-de-semana foi o balão de ar de que precisávamos para não darmos em malucos. E foi mesmo no limite.
Sou muito feliz e grata por ter conseguido fazê-lo e oferecer-lho. Sou muito abençoada por ter, hoje, esta possibilidade e por poder ter na minha vida uma pessoa tão mas tão especial e feita para mim como ele é. Soube-nos pela vida!

Meia semana

Que maravilha, uma semana salpicada de feriados (pelo menos na capital)!


Vem mesmo, mesmo a calhar, tenhamos nós dias ou semanas (ou meses) exigentes ou estejamos nós numa fase mais calma. Recarregar baterias, fazer aquelas coisas que mais nos dão prazer ou simplesmente não fazer nada, reencontrar amigos, reviver momentos...há lá melhor que isso?!
Até para quem trabalha, os dias são mais calmos porque está tudo a meio gás (nem que seja no trânsito veem-se melhorias) e parece que custam menos a passar.
Que seja uma semana em cheio!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Meio ano casados


Num abrir e fechar de olhos, já se passaram seis meses. Seis meses, como marido e mulher. É verdade que, na prática, não havia muito para mudar, já morando juntos e vivendo como se fôssemos casados. A maior mudança que o casamento nos trouxe, para mim, foi a nível emocional, interior - como que um calor especial, um aconchego no coração e um marco simbólico para ambos, juntos. 
Mas as coisas já são como têm de ser e desde que nos casámos muita coisa mudou nas nossas vidas, a outros níveis. A única coisa que não se quer mudada é a nossa ligação, aquilo que nos une e a nossa relação (só se for para melhor), afinal é para isso que se casa: para namorar para sempre.
Não podia nunca em momento nenhum da minha vida sonhar ou idealizar alguém tão perfeito como ele para mim, não o trocaria por nada e não mudaria nada. Porque somos um para o outro, o que o cada um precisa (ou não fossem as coisas tão bem planeadas por Ele)!

Bom sábado



quarta-feira, 7 de junho de 2017

É isto mesmo:


Já que tenho uma casa para organizar/montar/decorar...e já que sonhar não custa...para aqui podia ser isto mesmo! Só é pena não ter espaço nem propriamente dinheiro para mandar fazer isto ou tempo e/ou capacidade para fazê-lo eu. Mas, sonhar não custa.

Arrendar casa #9

Andámos quase um mês para que nos esclarecessem se havia possibilidade de fornecimento ou não de gás natural na casa nova. A situação em particular parecia permiti-lo mas afinal não permitia porque faltava a derivação para cada apartamento, apesar de já ter a pré-instalação feita no prédio (coluna). 
Ligávamos para um sítio e para o outro, pedimos verificação e esclarecimentos, eu sei lá. Só sei que a coisa se foi arrastando e dela dependia termos gás e esquentador. Porque como o tínhamos de comprar, precisávamos saber primeiro qual o tipo de gás. 
Na quinta soubemos que não havia gás senão de botija e no sábado comprámos o esquentador adequado. Foram instalá-lo e alteraram o nosso fogão, adaptando-o ao gás de botija (só não tenho forno porque leva muito tempo e nós tínhamos um compromisso.
Mas naquele dia, com 200€ pusemos, esquentador, botija e gás em casa. Tudo instalado finalmente. Agora falta tratar do forno.


No penúltimo dia do mês fomos à casa antiga para trazer o que faltava. O "pouco" afinal era demais. Eram coisas e coisinhas que pareciam não ter fim... Felizmente contámos com a ajuda preciosa de uma carrinha e conseguimos mudar tudo naquele dia mas ficámos verdadeiramente de rastos, confesso. Quando cheguei à outra casa e vi tudo que ainda tínhamos para trazer só me apetecia arrancar cabelos mas lá se fez. No final, quando cheguei à casa nova aquilo parecia (ainda parece) uma feira... Quanto mais arrumo mais parece que tenho para arrumar e organizar por isso andamos a viver numa espécie de pequeno caos. Aos poucos tudo se há-de compor.

O nosso IRS


É verdade, casados há poucos meses, este ano apresentámos pela primeira vez a declaração IRS em conjunto. Sendo referente ao ano passado, eu não tive rendimentos e como o homem é taxado à grande e tivemos despesas, felizmente o resultado foi positivo. Depois de um ano com orçamento muito apertado para nos conseguirmos aguentar, sabe mesmo bem não ter de pagar contribuições. E o que veio é sempre uma grande ajuda para as despesas que temos tido com a casa nova.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Parabéns meu amor ♥

O meu companheiro, o meu amor, o meu melhor amigo, o meu homem, o meu porto seguro, o meu marido, hoje é criança. E apesar de não poder ser um dia muito diferente dos outros (ser adulto tem destas coisas), temos jantar marcado, os dois, num sítio especial.


Além disso, algumas surpresas o aguardam, ainda que mais para a frente. Afinal, só se faz anos uma vez por ano e ele é a pessoa mais especial e importante para mim, no mundo, o meu tudo.
Só posso agradecer ter alguém que admiro e da qual me orgulho tanto ao meu lado, todos os dias da minha vida, que me incentiva, que me conforta, que me ajuda e me compreende. Sem ele os meus dias, a minha vida, não seria a mesma coisa. 
Espero e desejo que este dia se repita por muitos e bons anos, que possas sempre fazer aquilo que te faz feliz e alcançar os teus objectivos, de preferência continuando a aturar-me, porque se não for assim, não dá. Feliz aniversário maridinho!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Cansaço ao mais alto nível


O meu estado de exaustão é tal que há momentos em que acho que não sou capaz de continuar de pé. 
Não tem sido uma coisa em particular que me tem cansado ou esgotado as forças, não é de dias, semanas nem de há um mês. É um cansaço acumulado ao qual já perdi a conta. Faz-me sentir dormente, incapaz e sem forças. Parece que vagueio sem grande motivação em determinadas alturas porque mais do que o cansaço físico, esta exaustão psicológica está a consumir-me. Há alturas em que acredito mesmo que vou rebentar, que não aguento mais tanta coisa. Estou tão mas tão esgotada!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Meu amor,


os dias atropelam-se. As semanas, os meses e os anos passam por nós sem pedir licença e ficamos com a sensação que o tempo nos escapa e nada podemos fazer dele. No meio da corrente, temos uma segurança: um ao outro. Tem sido assim desde que nos conhecemos, mesmo antes de nos amarmos. E essa é a nossa maior riqueza. Que assim seja sempre!

terça-feira, 16 de maio de 2017

Arrendar casa #8


Ter a vida encaixotada e a casa virada do avesso não é nada simpático. Às tantas, há uma altura em que já não sabemos das coisas, temos metade das coisas num sítio e metade no outro e vemos os nossos dias repartidos e diminuídos pelas trezentas mil coisas que há para fazer. Estas são as características que mais sobressaem nos últimos tempos da nossa mudança de casa.
Mas não são só coisas chatas. Uma pessoa, com a mudança, é obrigada a rever aquilo que tem e a renovar o que não está do seu agrado. É muito estimulante imaginar toda uma nova casa, novos espaços, novos elementos e nova decoração. E isso, apesar de dar muito trabalho e despesa, também é muito motivador, afinal estamos a projectar o nosso lar! 
Com uma mudança também se tem a oportunidade de nos desfazermos do que não nos acrescenta nada de bom e de reformularmos aquilo que para nós faz sentido. Nem sempre é fácil conjugar tudo isto com os tempos sempre apertados e as demais condicionantes, mas é todo um processo que não deixa de ter o seu lado interessante. 

O impensável aconteceu


E o Salvador deu-nos uma grande alegria ao vencer daquela forma o Festival. Melhor que isso, foi ter dado a lição que deu ao mundo (ou que pelo menos tentou dar). Admiro a atitude, admiro a simplicidade e admiro o talento, acima de tudo. A Luísa também está de parabéns pelo trabalho incrível. Parabéns! Já fazia falta. Esta música é tão (simplesmente) bonita! Além da letra, a harmonia e o romantismo estão tão bem conseguidos. Na minha opinião, não ganharia melhor nenhuma outra música ou intérprete!


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Viver o agora


Nem sempre é fácil nos abstrairmos do que nos aflige, do que temos por fazer e do turbilhão de coisas que nos rodeiam...e com isso, por vezes, vivemos em piloto automático, a sofrer por antecipação e sem dar tempo às coisas para se comporem. Sem tempo para ver o lado bom e sem consciência do quão abençoados somos. Faz falta parar. Faz falta dar-se conta, agradecer e viver. Um exercício constante e diário, um verdadeiro desafio.

sábado, 13 de maio de 2017

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Perspectiva de fim-de-semana


Esta semana está a custar especialmente a passar. Talvez pela privação de sono a que nos temos sujeito, pela exigência física e psicológica da mudança e pelo acumulado de cansaço com que já contamos. Este fim-de-semana pretendíamos fazer a mudança (com empresa, para levar as coisas maiores e mais pesadas) mas a abertura do gás atrasou-se e assim sendo não podemos tirar da casa actual o fogão, pelo que não faz sentido levar o resto das coisas (tencionamos levar tudo junto).
Assim sendo perspectivo, desta sexta-feira, um fim-de-semana mais tranquilo, com muita coisa por fazer mas também com o descanso que o nosso corpo já reclama. Vamos ver o que sai daqui...

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Arrendar casa #7

Eu sei, eu sei, sou uma desnaturada. Deixei este meu cantinho tão especial ao abandono por tempo demais. Mas não consegui fazer de outra forma. Os dias, semanas, meses têm-se atropelado uns aos outros, há tanto tempo que já perdi a conta, mas ultimamente, ainda mais.
Encontrámos casa. À terceira (que gostámos/nos candidatámos), foi a nossa vez, fomos nós os escolhidos para a arrendar. Isso tem implicado, desde então, um sem número de coisas para tratar, fazer e preparar. Não temos tido mãos a medir, na verdade.


Somos dois, estamos a trabalhar e há tanta mas tanta coisa para fazer que as horas que temos disponíveis são mínimas diante da exigência da situação. Então temos andado em contra-relógio.

Foi avisar o mais depressa possível que íamos sair no final deste mês da casa onde estamos, assinar contrato na nova, começar a empacotar uma casa inteira, pôr coisas à venda (porque não temos espaço para tudo), informar-se sobre os contratos de água, luz e gás, nos dois sítios, agendar fecho numa e abertura na outra, levar coisas para lá, limpar, organizar, desmontar transportar e voltar a montar, pesquisar,...tem sido uma animação.

Ainda falta muita coisa mas já temos um bom caminho feito. Confesso que a primeira vez que fui ver a nova casa, depois de assinarmos contrato, só me apetecia chorar. É uma casa boa mas bem mais pequena e mais cara. Pensar que teríamos de embarcar nesta empreitada já me deixava desanimada. De vez em quando ainda deixa, para ser franca. Há dias em que parece que tudo está errado, que não estamos no sítio certo e que tudo corre mal. São obstáculos atrás de obstáculos e parece que não terminam mais.
Mas depois há dias em que só me apetece mudar já para aquela casinha acolhedora, em que sei como sou abençoada por tê-lo a meu lado e como é especial termos pessoas à nossa volta que nos ajudam e se preocupam connosco.

Um dia de cada vez, não é assim?!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Aperto no peito

 

Um nó na garganta tem feito parte de todos os meus dias ultimamente. Há alturas em que quase me esqueço dele e há outras em que me aperta tanto que não consigo suportar a dor e se me inundam os olhos sem que eu o consiga controlar. Mas está lá sempre, por mais que eu tente esquecer-me dele, ver mais além, não tenho sido capaz. E isto é tão cansativo, tem sido tão permanente que me esgota as forças. É extenuante. Estou cansada. Tão cansada que quase parece ser o meu estado, além de físico mental.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Estado de (c)alma


Ás vezes tenho vontade de desaparecer. De ir para um qualquer sítio distante e ser possível ficar num tal estado de sossego e paz que fosse capaz de submergir num silêncio profundo, sem interferência alguma. Podia estar só com o meu amor, com o meu homem e comigo mesma. Podia não fazer nada, simplesmente estar. E fazer o que bem me apetecesse. Rir, chorar, gritar, pular, dançar ou pura e simplesmente deixar-me cair imóvel. 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Alimentar relações


Para contrariar a minha enorme tendência e vontade de não fazer absolutamente nada, de não ver nem estar com mais ninguém além de mim e ele, tenho sido obrigada, nos últimos meses, ainda que contra a minha real vontade, a estar com pessoas, a conviver e a recebê-las no meu seio mais pessoal. 
Não é que eu não goste de estar com pessoas, pelo contrário, eu adoro estar rodeada de pessoas especiais e sim, muitas daquelas com quem tenho estado são as minhas pessoas, pelo que seria natural eu achar esta condição maravilhosa. Mas não sinto isso. Pelo menos não sinto sempre. Isto dá que pensar. Afinal, se eu tenho a bênção de estar com as pessoas que são importantes e especiais para mim, como posso ousar queixar-me? Como posso querer ficar/estar sozinha?! Acho que este sentimento está relacionado com estado de esgotamento tal que não me permite equilibrar.
Apesar de tudo sei como sou abençoada por ter pessoas tão especiais na minha vida e gosto sempre de recebê-las da melhor forma que me é possível - talvez por ter vindo a acontecer frequentemente me sinta cansada, pela quantidade e regularidade com que temos recebido alguém em nossa casa, ou feito /ido a jantares de grupo.
É sempre tão bom estar com os amigos ou familiares queridos que a verdade é que estou sempre em conflito interior porque quero estar com eles mas também sinto imensa necessidade de não estar com ninguém. Talvez isso esteja relacionado com o facto de eu ter passado algum tempo em casa, sem trabalhar ou estudar, não estando com outras pessoas todos os dias e, como consequência, me ter habituado a estar só comigo mesma. Agora há alturas em que só tenho vontade de me estender na cama ao comprido, sem nada nem ninguém a interferir com aquele momento. Eu sei, que isto só parece uma autêntica esquizofrenia sentimental/emocional...mas é o reflexo do que tenho sido.
A verdade é que as relações têm de ser cultivadas e não há incentivo melhor do que o bem que as pessoas nos fazem, só pela forma como nos tratam, só pela sua presença, atenção e carinho. Por isso, esta noite temos jantarada de amigos, em nossa casa, para comemorar o mais importante da vida: o amor.

Motivação de segunda-feira

Amanhã é feriado! 


Hoje estou a trabalhar a custo, confesso. Mas tem de ser e o que me consola é que amanhã é feriado. E nos últimos dias veio alguém muito especial a visitar-nos, a tia. E por isso, temos andado em óptima companhia, com muito passeio e uma sensação muito boa de conforto por estarmos perto de pessoas especiais. 
Ainda assim, não tem sido fácil abstrair-me daquilo que teima em preocupar-me e ocupar-me o pensamento, levando-o para longe de quando em vez. E é ver-me com ar pesado, cara fechada e olhar distante porque há coisas com as quais não me conformo mas nada posso fazer, neste momento para as combater porque isso não está ao meu alcance.
Tem acontecido tudo ao mesmo tempo, uma coisa a seguir à outra, uma maior que a outra e parece que não conseguimos sequer dar-nos conta do que nos rodeia porque é demais para conseguirmos acompanhar o ritmo alucinante. A vida não para e muito menos o tempo.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Só tens de te aguentar

Por mais desafios que nos sejam postos diante, por mais aflições que sejamos obrigados a enfrentar e por mais que tudo isso nos custe e faça sofrer, uma certeza podemos ter: não durará para sempre, há-de passar. Por vezes, somos postos de tal maneira à prova que chegamos a duvidar da nossa capacidade de suportar e de sair daquela situação. Mas somos, temos de ser. Afinal, não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe. E a vida encarrega-se de nos recordar disso mesmo.


Tenho ganho plena consciência, nos últimos tempos, que existem alturas em que "" temos que aguentar, esperar que passe (por mais que isso custe). Porque vai passar. E se fizermos o que nos for possível, naquele momento e naquelas circunstâncias, nada mais nos pode ser exigível, ultrapassaremos esse momento mais difícil.
A verdade é que na maior parte das fases mais complicadas das nossas vidas não conseguimos abstrair-nos do mal que estamos a passar porque nos afligimos, preocupamos e não sabemos o que fazer. Nem sempre é fácil convencer-mo-nos de estarmos prestes a abandonar aquele estado, porque vai passar. Passa sempre. E por isso, só temos de nos aguentar enquanto a tempestade não passa.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sob o sol da Toscana

Esbarrei neste filme mas, como sempre, nada é por acaso. E veio mesmo, mesmo a calhar.


Confesso que não dava nada por ele e julguei-o mais uma comédia romântica comum. Enganei-me. Fiquei encantada com o enredo e a história que se desenrola é muito interessante, a meu ver. Fala de novos começos, de atitudes e formas de encarar a vida e, no fundo, a mim reportou-me para a importância que um "lar" pode ter para alguém (que tem, pelos vistos, para mim).
Um sítio com o qual sonhamos, seja ele um bem, um lugar, um estado que se pretende alcançar, pode fazer o nosso mundo girar à sua volta. Porque afinal é o nosso propósito, aquilo para o que trabalhamos e ao qual dedicamos todos os nossos esforços. Por mais que sejamos obrigados a fazer algum desvio no nosso caminho, só não podemos perder de vista esse nosso foco.
Sob o sol da Toscana reporta-nos para um ambiente que para mim é tão cativante que não há como não sonhar com uma vida naquelas terras. Os cenários são paisagens e molduras naturais incríveis, as personagens são interessantes e as suas histórias podiam tão bem ser as nossas (em certa medida, como é óbvio), que nos dão que pensar.
Era a mensagem que eu estava a precisar de receber e por isso, mas não só, adorei o filme. Vale a pena ver.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Estados de alma


Não tenho tido dias fáceis. Não tem sido fácil aguentar-me. Não tem sido fácil resistir àquilo que para mim é tormenta e não tenho sido capaz de ver mais além. Por mais que saiba que tudo vai passar. E hoje o dia começou com esta música a fazer-me desabar.

Arrendar casa #6

Quando procuramos casa, corremos o risco de nos enamorarmos. 


Apaixonar-se por uma casa é imaginá-la connosco e com cada uma das nossas coisas, lá dentro. É fazer planos para cada divisão e pormenor, é projectar a nossa vida nas suas redondezas e é sonhar com detalhes das suas características. Enamorar-se, mesmo que por quatro paredes, tem os seus encantos mas também os seus perigos. Porque nada nos pertence, porque não depende somente da nossa vontade.

domingo, 16 de abril de 2017

Uma Santa Páscoa


Que a esperança que caracteriza esta época marcadamente cristã contagie a nossa vida e que sejamos capazes de reforçar a nossa fé - seja no que for, num dia melhor, numa vida melhor, num mundo melhor. Porque acreditar é sempre meio caminho para a concretização do que quer que seja. 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Boa Páscoa!


Que não falte a família, os amigos mais queridos, que não falte a mesa cheia, os ovos de chocolate e as amêndoas. Que não faltem, sobretudo, os abraços, os sorrisos, a presença. Que não falte a paciência, a compreensão, a honestidade, o empenho e a solidariedade. Que não falte o amor.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Arrendar casa #5


  • Não estamos a procurar casa no centro da cidade. Não é o que pretendemos, nem o que mais nos convém, nem o que podemos pagar. Os resultados da nossa procura são sempre zonas limítrofes da cidade.
  • O homem trabalha a quase 40km de onde moramos neste momento. leva 1h30 em cada sentido, para ir e para vir, todos os dias e vai de transportes. Está fora de questão outra solução, já analisámos e reanalisámos vezes e vezes sem conta as circunstâncias e ir de carro acarretaria um custo insuportável. Eu trabalho a 15km de onde moro e vou de carro porque são 20/30min e de transportes seria mais do dobro, não tendo custo com portagens nem nada do género.

Se nos mudarmos para perto do trabalho dele, serei eu a ter de fazer um percurso de mais de 40km, porque comparativamente, o meu trabalho é mais longe do que o sítio onde moramos agora. De qualquer forma, esta hipótese não foi descartada. Ainda a estamos a considerar. O ideal seria, à partida, um local que ficasse a meio caminho para ambos mas aí surgiam outras novas questões:
  1. Nem um nem outro estaria relativamente perto do trabalho;
  2. Os custos com transporte não mudariam muito, atendendo a que ambos teríamos de nos deslocar;
  3. Os locais seriam muito  distintos do que conhecemos e do que estamos habituados (isso até podia ser bom!);
  4. O arrendamento não está favorável em lugar nenhum - nem perto de onde estamos, nem perto de onde ele trabalha, nem em zonas intermédias para ambos.


Temos tentado ponderar todas as hipóteses e não excluímos muitas sem fazermos contas, pesquisa e análise. Temos tempo contado para sair de onde estamos mas não é assim tão pouco tempo e não queremos dar um passo em falso, por isso começámos a procurar imediatamente e temos visto o máximo que nos é possível.

Quinta-feira santa


Por aqui trabalha-se, ainda que a vontade fosse outra e por esse lado? Boa quinta-feira!

Arrendar casa #4


São centenas as vezes que consultamos os sites com anúncios de arrendamento na zona. São vários os sites a que acedemos (olx, imovirtual, custojusto, bpimoveis, idealista,...). Os critérios parecem-nos simples mas revelam-se demasiado apertados para a oferta.
Até 550€, com dois quartos, localizado acessível a transportes. Parece impossível encontrar alguma coisa dentro daquelas características. A pesquisa tem de ser feita constantemente e não vale a pena ordenar por preço porque só poderemos contar com a disponibilidade dos últimos anúncios. Ou seja, à partida, as casas cujos anúncios sejam mais antigos já estarão ocupadas.
Muitos telefonemas ficam sem reposta e outros informam-nos que as casas já não estão disponíveis. Sei lá, em 20/30 contactos podemos conseguir marcar 2/3 visitas aos imóveis. Com o risco de nos ligarem, antes de o conseguirmos visitar, a informar que já foi alugado.
A maioria das casas para arrendar são antigas. Há casas com pequenas remodelações mas há muito poucas com boas condições. É tudo muito antigo e, mais preocupante do que isso, normalmente não está nada em muito bom estado. Os preços, ao contrário disso, são completamente discricionários. É muito possível que nos peçam mais de 500€ por um apartamento com dois quartos, bem longe de todos os transportes, de tamanho reduzido e não assim em tão bom estado de conservação.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A sonhar com as férias

Este ano, como comecei recentemente a trabalhar, terei férias somente em Agosto, altura em que terei completado os primeiros seis meses de trabalho. Já é costume irmos para a terrinha neste mês. O homem está de férias o mês inteiro e a nós sabe-nos pela vida ir lá passar umas semanas naquele cantinho do céu. Quase que é sagrado, então foi a altura em que pedi mais férias, logo que marquei. Entretanto já conseguimos comprar as viagens e por isso já está tudo tratado.

Além destas não tenho muito mais férias para tirar - é uma semana no Natal e mais um dia ou outro mas até Agosto não há nada para ninguém, só mesmo os feriados, nem Carnaval, nem Páscoa, nada. Parecendo que não, já custa estar na rotina (apesar de ainda só estar a trabalhar há três meses!) que exige tanto de nós diária e constantemente, principalmente quando surgem sempre coisas extra com que temos obrigatoriamente de lidar ou que têm de ser resolvidas (como nos tem acontecido desde que sou capaz de recordar).

Este ano já planeámos uma viagem extra à terra porque se vai casar um primo e por isso no final deste mês vamos lá dar um pulinho. Apesar de já estar a contar os dias sei que passará num abrir e fechar de olhos, afinal é só um fim-de-semana e irá saber a pouco. 


De maneira que, já sonho com o nosso verão, à beira mar plantados, junto daquelas nossas pessoas tão especiais e, se Deus quiser, com a cabeça sossegada, cheia de nada e longe de tudo isto que nos aflige. Não custa sonhar.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Espírito Pascal para que te quero


Confesso que este ano a Páscoa está um bocadinho disfarçada para mim. Só me sabe a Páscoa porque terei um dia Santo de folga no trabalho mas com tanta coisa que nos tem ocupado os últimos tempos, nem sei para que lado me virar e por isso teremos sempre imensa coisa com que nos preocupar, apesar da época. Além disso, por muito que me custe não estou com vontade nenhuma de comemorar em família, afinal, os meus estão longe e, infelizmente o espírito pascal ainda não me presenteou com a sua visita. Eu sei que serei eu que não estou tão disposta nem para aí virada e por isso não sou capaz de receber o que a Páscoa traz... e isso ainda me deixa mais triste porque não consigo fazer diferente.
A minha real vontade era fazer um jantar com os nossos amigos queridos e fugir daqui durante o fim-de-semana, sozinhos, para qualquer lugar longe de tudo e todos.

Arrendar casa #3

Mais uma casa na qual ficámos realmente interessados. Mais uma espera. Mais um não.


Não nos podemos dar ao luxo de pagar uma renda superior ao ordenado mínimo nacional mas parece que o luxo é encontrar casas para arrendar por valores inferiores a isso. Não compreendo como é que isto pode ser aceitável. Eu sei, que é a lei da oferta e da procura mas é também a "lei do mais forte" então! 
Não há nada de justo nisto tudo...
Mais planos e esperanças deitados por terra. Estamos cansados, desiludidos e, confesso até, perdidos. Não temos muitas saídas mas isso só dificulta a nossa situação por estarmos em situações muito particulares...

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Inícios de semana difíceis

Sabem aquelas semanas que começamos sem vontade nenhuma de sair da cama e quase sem coragem de enfrentar mais dias de trabalho?! Esta segunda-feira estou assim. Não temos conseguido descansar e sentimos que estamos constantemente sob pressão e preocupados. Não é fácil, por mais que se tente abstrair a cabeça, controlar as suas tendências. 


Quando nos levantamos mais cansados do que nos deitámos, não é fácil encontrar forças para avançar...mas para a frente é que o caminho. Vamos lá que a semana será mais curta!

domingo, 9 de abril de 2017

Domingo de Ramos

O Domingo anterior à Páscoa é especial - começa a semana santa. É dia de ir à missa e de dar mimos ao afilhado. 

E como é que se explica que o sermão do Padre nos diga precisamente algo que precisávamos ouvir? "Por vezes preferimos não mudar porque isso dá muito trabalho, não fazer o que é o mais acertado porque isso exige muito de nós"

Nós arranjamos sempre forma de levar um ramo mas só desta vez soubemos que devem ter três ramos de plantas/árvores simbólicas: 

  • Oliveira - cujo fruto dá lugar ao azeite, que benzido se torna em óleo de sacramentos;
  • Alecrim - que simboliza o perfume de Deus, que deve ser presente nas nossas vidas;
  • Louro - que alude ao triunfo, neste caso do bem.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

A nossa bebé


Sonhei com uma bebé. Não era minha mas tomei-a como tal, ou seja, sei que não a tinha parido mas que era nossa. É estranho eu sei, mas era um sonho. Sei que entrei numa divisão da nossa casa e lá estava no sofá, pequenina e rechonchudinha, com o seu babygrow branquinho, que parecia de veludo, todo preenchidinho, a sua cara redonda bochechuda e dois olhinhos muito espertos que me fitavam. Dei-lhe a chucha, peguei-a ao colo e desci escadas para o encontrar a ele.

Senti que se tinha encaixado tão perfeitamente no meu colo, que quando acordei foi como se me faltasse alguma coisa.

Arrendar casa #2

No início da semana, depois de várias visitas e pesquisas, fomos ver uma casa que nos encheu as medidas. Foi a única que nos fez encarar a mudança de forma positiva e desejar mesmo fazê-la o quanto antes. As condições em que estava e as suas características (espaço, estado, "extras", localização próxima de onde estamos agora e o preço!) pareciam-nos mentira de tão boas que eram. Simpatizámos com o senhorio e ele connosco mas, tem de haver um "mas". No fim da visita foi sincero connosco e disse que tinha um amigo que poderia estar interessado na casa e, caso isso se verificasse, sendo quem é, dar-lhe-ia prioridade, afinal eram amigos. Nós ficámos conscientes, expressámos o nosso interesse em ficar com a casa e assim ficou dependente apenas da decisão de terceiros. Esperámos o tempo que nos pediram e a resposta chegou... a casa seria arrendada ao amigo.


Obviamente, quando nos contou aquilo, soubemos que estaríamos em desvantagem mas gostámos tanto da casa que a nossa esperança em ficar com ela, por mais que tentássemos contrariá-lo, era muita. Mas foi por água abaixo. Temos procurado, temos visto e feito tudo o que está ao nosso alcance. Ainda não apareceu nada mais que isto e já tivemos a primeira desilusão mas alguma solução se há-de arranjar.