Pesquisar neste blogue

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Aperto no peito

 

Um nó na garganta tem feito parte de todos os meus dias ultimamente. Há alturas em que quase me esqueço dele e há outras em que me aperta tanto que não consigo suportar a dor e se me inundam os olhos sem que eu o consiga controlar. Mas está lá sempre, por mais que eu tente esquecer-me dele, ver mais além, não tenho sido capaz. E isto é tão cansativo, tem sido tão permanente que me esgota as forças. É extenuante. Estou cansada. Tão cansada que quase parece ser o meu estado, além de físico mental.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Estado de (c)alma


Ás vezes tenho vontade de desaparecer. De ir para um qualquer sítio distante e ser possível ficar num tal estado de sossego e paz que fosse capaz de submergir num silêncio profundo, sem interferência alguma. Podia estar só com o meu amor, com o meu homem e comigo mesma. Podia não fazer nada, simplesmente estar. E fazer o que bem me apetecesse. Rir, chorar, gritar, pular, dançar ou pura e simplesmente deixar-me cair imóvel. 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Alimentar relações


Para contrariar a minha enorme tendência e vontade de não fazer absolutamente nada, de não ver nem estar com mais ninguém além de mim e ele, tenho sido obrigada, nos últimos meses, ainda que contra a minha real vontade, a estar com pessoas, a conviver e a recebê-las no meu seio mais pessoal. 
Não é que eu não goste de estar com pessoas, pelo contrário, eu adoro estar rodeada de pessoas especiais e sim, muitas daquelas com quem tenho estado são as minhas pessoas, pelo que seria natural eu achar esta condição maravilhosa. Mas não sinto isso. Pelo menos não sinto sempre. Isto dá que pensar. Afinal, se eu tenho a bênção de estar com as pessoas que são importantes e especiais para mim, como posso ousar queixar-me? Como posso querer ficar/estar sozinha?! Acho que este sentimento está relacionado com estado de esgotamento tal que não me permite equilibrar.
Apesar de tudo sei como sou abençoada por ter pessoas tão especiais na minha vida e gosto sempre de recebê-las da melhor forma que me é possível - talvez por ter vindo a acontecer frequentemente me sinta cansada, pela quantidade e regularidade com que temos recebido alguém em nossa casa, ou feito /ido a jantares de grupo.
É sempre tão bom estar com os amigos ou familiares queridos que a verdade é que estou sempre em conflito interior porque quero estar com eles mas também sinto imensa necessidade de não estar com ninguém. Talvez isso esteja relacionado com o facto de eu ter passado algum tempo em casa, sem trabalhar ou estudar, não estando com outras pessoas todos os dias e, como consequência, me ter habituado a estar só comigo mesma. Agora há alturas em que só tenho vontade de me estender na cama ao comprido, sem nada nem ninguém a interferir com aquele momento. Eu sei, que isto só parece uma autêntica esquizofrenia sentimental/emocional...mas é o reflexo do que tenho sido.
A verdade é que as relações têm de ser cultivadas e não há incentivo melhor do que o bem que as pessoas nos fazem, só pela forma como nos tratam, só pela sua presença, atenção e carinho. Por isso, esta noite temos jantarada de amigos, em nossa casa, para comemorar o mais importante da vida: o amor.

Motivação de segunda-feira

Amanhã é feriado! 


Hoje estou a trabalhar a custo, confesso. Mas tem de ser e o que me consola é que amanhã é feriado. E nos últimos dias veio alguém muito especial a visitar-nos, a tia. E por isso, temos andado em óptima companhia, com muito passeio e uma sensação muito boa de conforto por estarmos perto de pessoas especiais. 
Ainda assim, não tem sido fácil abstrair-me daquilo que teima em preocupar-me e ocupar-me o pensamento, levando-o para longe de quando em vez. E é ver-me com ar pesado, cara fechada e olhar distante porque há coisas com as quais não me conformo mas nada posso fazer, neste momento para as combater porque isso não está ao meu alcance.
Tem acontecido tudo ao mesmo tempo, uma coisa a seguir à outra, uma maior que a outra e parece que não conseguimos sequer dar-nos conta do que nos rodeia porque é demais para conseguirmos acompanhar o ritmo alucinante. A vida não para e muito menos o tempo.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Só tens de te aguentar

Por mais desafios que nos sejam postos diante, por mais aflições que sejamos obrigados a enfrentar e por mais que tudo isso nos custe e faça sofrer, uma certeza podemos ter: não durará para sempre, há-de passar. Por vezes, somos postos de tal maneira à prova que chegamos a duvidar da nossa capacidade de suportar e de sair daquela situação. Mas somos, temos de ser. Afinal, não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe. E a vida encarrega-se de nos recordar disso mesmo.


Tenho ganho plena consciência, nos últimos tempos, que existem alturas em que "" temos que aguentar, esperar que passe (por mais que isso custe). Porque vai passar. E se fizermos o que nos for possível, naquele momento e naquelas circunstâncias, nada mais nos pode ser exigível, ultrapassaremos esse momento mais difícil.
A verdade é que na maior parte das fases mais complicadas das nossas vidas não conseguimos abstrair-nos do mal que estamos a passar porque nos afligimos, preocupamos e não sabemos o que fazer. Nem sempre é fácil convencer-mo-nos de estarmos prestes a abandonar aquele estado, porque vai passar. Passa sempre. E por isso, só temos de nos aguentar enquanto a tempestade não passa.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sob o sol da Toscana

Esbarrei neste filme mas, como sempre, nada é por acaso. E veio mesmo, mesmo a calhar.


Confesso que não dava nada por ele e julguei-o mais uma comédia romântica comum. Enganei-me. Fiquei encantada com o enredo e a história que se desenrola é muito interessante, a meu ver. Fala de novos começos, de atitudes e formas de encarar a vida e, no fundo, a mim reportou-me para a importância que um "lar" pode ter para alguém (que tem, pelos vistos, para mim).
Um sítio com o qual sonhamos, seja ele um bem, um lugar, um estado que se pretende alcançar, pode fazer o nosso mundo girar à sua volta. Porque afinal é o nosso propósito, aquilo para o que trabalhamos e ao qual dedicamos todos os nossos esforços. Por mais que sejamos obrigados a fazer algum desvio no nosso caminho, só não podemos perder de vista esse nosso foco.
Sob o sol da Toscana reporta-nos para um ambiente que para mim é tão cativante que não há como não sonhar com uma vida naquelas terras. Os cenários são paisagens e molduras naturais incríveis, as personagens são interessantes e as suas histórias podiam tão bem ser as nossas (em certa medida, como é óbvio), que nos dão que pensar.
Era a mensagem que eu estava a precisar de receber e por isso, mas não só, adorei o filme. Vale a pena ver.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Estados de alma


Não tenho tido dias fáceis. Não tem sido fácil aguentar-me. Não tem sido fácil resistir àquilo que para mim é tormenta e não tenho sido capaz de ver mais além. Por mais que saiba que tudo vai passar. E hoje o dia começou com esta música a fazer-me desabar.

Arrendar casa #6

Quando procuramos casa, corremos o risco de nos enamorarmos. 


Apaixonar-se por uma casa é imaginá-la connosco e com cada uma das nossas coisas, lá dentro. É fazer planos para cada divisão e pormenor, é projectar a nossa vida nas suas redondezas e é sonhar com detalhes das suas características. Enamorar-se, mesmo que por quatro paredes, tem os seus encantos mas também os seus perigos. Porque nada nos pertence, porque não depende somente da nossa vontade.

domingo, 16 de abril de 2017

Uma Santa Páscoa


Que a esperança que caracteriza esta época marcadamente cristã contagie a nossa vida e que sejamos capazes de reforçar a nossa fé - seja no que for, num dia melhor, numa vida melhor, num mundo melhor. Porque acreditar é sempre meio caminho para a concretização do que quer que seja. 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Boa Páscoa!


Que não falte a família, os amigos mais queridos, que não falte a mesa cheia, os ovos de chocolate e as amêndoas. Que não faltem, sobretudo, os abraços, os sorrisos, a presença. Que não falte a paciência, a compreensão, a honestidade, o empenho e a solidariedade. Que não falte o amor.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Arrendar casa #5


  • Não estamos a procurar casa no centro da cidade. Não é o que pretendemos, nem o que mais nos convém, nem o que podemos pagar. Os resultados da nossa procura são sempre zonas limítrofes da cidade.
  • O homem trabalha a quase 40km de onde moramos neste momento. leva 1h30 em cada sentido, para ir e para vir, todos os dias e vai de transportes. Está fora de questão outra solução, já analisámos e reanalisámos vezes e vezes sem conta as circunstâncias e ir de carro acarretaria um custo insuportável. Eu trabalho a 15km de onde moro e vou de carro porque são 20/30min e de transportes seria mais do dobro, não tendo custo com portagens nem nada do género.

Se nos mudarmos para perto do trabalho dele, serei eu a ter de fazer um percurso de mais de 40km, porque comparativamente, o meu trabalho é mais longe do que o sítio onde moramos agora. De qualquer forma, esta hipótese não foi descartada. Ainda a estamos a considerar. O ideal seria, à partida, um local que ficasse a meio caminho para ambos mas aí surgiam outras novas questões:
  1. Nem um nem outro estaria relativamente perto do trabalho;
  2. Os custos com transporte não mudariam muito, atendendo a que ambos teríamos de nos deslocar;
  3. Os locais seriam muito  distintos do que conhecemos e do que estamos habituados (isso até podia ser bom!);
  4. O arrendamento não está favorável em lugar nenhum - nem perto de onde estamos, nem perto de onde ele trabalha, nem em zonas intermédias para ambos.


Temos tentado ponderar todas as hipóteses e não excluímos muitas sem fazermos contas, pesquisa e análise. Temos tempo contado para sair de onde estamos mas não é assim tão pouco tempo e não queremos dar um passo em falso, por isso começámos a procurar imediatamente e temos visto o máximo que nos é possível.

Quinta-feira santa


Por aqui trabalha-se, ainda que a vontade fosse outra e por esse lado? Boa quinta-feira!

Arrendar casa #4


São centenas as vezes que consultamos os sites com anúncios de arrendamento na zona. São vários os sites a que acedemos (olx, imovirtual, custojusto, bpimoveis, idealista,...). Os critérios parecem-nos simples mas revelam-se demasiado apertados para a oferta.
Até 550€, com dois quartos, localizado acessível a transportes. Parece impossível encontrar alguma coisa dentro daquelas características. A pesquisa tem de ser feita constantemente e não vale a pena ordenar por preço porque só poderemos contar com a disponibilidade dos últimos anúncios. Ou seja, à partida, as casas cujos anúncios sejam mais antigos já estarão ocupadas.
Muitos telefonemas ficam sem reposta e outros informam-nos que as casas já não estão disponíveis. Sei lá, em 20/30 contactos podemos conseguir marcar 2/3 visitas aos imóveis. Com o risco de nos ligarem, antes de o conseguirmos visitar, a informar que já foi alugado.
A maioria das casas para arrendar são antigas. Há casas com pequenas remodelações mas há muito poucas com boas condições. É tudo muito antigo e, mais preocupante do que isso, normalmente não está nada em muito bom estado. Os preços, ao contrário disso, são completamente discricionários. É muito possível que nos peçam mais de 500€ por um apartamento com dois quartos, bem longe de todos os transportes, de tamanho reduzido e não assim em tão bom estado de conservação.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A sonhar com as férias

Este ano, como comecei recentemente a trabalhar, terei férias somente em Agosto, altura em que terei completado os primeiros seis meses de trabalho. Já é costume irmos para a terrinha neste mês. O homem está de férias o mês inteiro e a nós sabe-nos pela vida ir lá passar umas semanas naquele cantinho do céu. Quase que é sagrado, então foi a altura em que pedi mais férias, logo que marquei. Entretanto já conseguimos comprar as viagens e por isso já está tudo tratado.

Além destas não tenho muito mais férias para tirar - é uma semana no Natal e mais um dia ou outro mas até Agosto não há nada para ninguém, só mesmo os feriados, nem Carnaval, nem Páscoa, nada. Parecendo que não, já custa estar na rotina (apesar de ainda só estar a trabalhar há três meses!) que exige tanto de nós diária e constantemente, principalmente quando surgem sempre coisas extra com que temos obrigatoriamente de lidar ou que têm de ser resolvidas (como nos tem acontecido desde que sou capaz de recordar).

Este ano já planeámos uma viagem extra à terra porque se vai casar um primo e por isso no final deste mês vamos lá dar um pulinho. Apesar de já estar a contar os dias sei que passará num abrir e fechar de olhos, afinal é só um fim-de-semana e irá saber a pouco. 


De maneira que, já sonho com o nosso verão, à beira mar plantados, junto daquelas nossas pessoas tão especiais e, se Deus quiser, com a cabeça sossegada, cheia de nada e longe de tudo isto que nos aflige. Não custa sonhar.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Espírito Pascal para que te quero


Confesso que este ano a Páscoa está um bocadinho disfarçada para mim. Só me sabe a Páscoa porque terei um dia Santo de folga no trabalho mas com tanta coisa que nos tem ocupado os últimos tempos, nem sei para que lado me virar e por isso teremos sempre imensa coisa com que nos preocupar, apesar da época. Além disso, por muito que me custe não estou com vontade nenhuma de comemorar em família, afinal, os meus estão longe e, infelizmente o espírito pascal ainda não me presenteou com a sua visita. Eu sei que serei eu que não estou tão disposta nem para aí virada e por isso não sou capaz de receber o que a Páscoa traz... e isso ainda me deixa mais triste porque não consigo fazer diferente.
A minha real vontade era fazer um jantar com os nossos amigos queridos e fugir daqui durante o fim-de-semana, sozinhos, para qualquer lugar longe de tudo e todos.

Arrendar casa #3

Mais uma casa na qual ficámos realmente interessados. Mais uma espera. Mais um não.


Não nos podemos dar ao luxo de pagar uma renda superior ao ordenado mínimo nacional mas parece que o luxo é encontrar casas para arrendar por valores inferiores a isso. Não compreendo como é que isto pode ser aceitável. Eu sei, que é a lei da oferta e da procura mas é também a "lei do mais forte" então! 
Não há nada de justo nisto tudo...
Mais planos e esperanças deitados por terra. Estamos cansados, desiludidos e, confesso até, perdidos. Não temos muitas saídas mas isso só dificulta a nossa situação por estarmos em situações muito particulares...

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Inícios de semana difíceis

Sabem aquelas semanas que começamos sem vontade nenhuma de sair da cama e quase sem coragem de enfrentar mais dias de trabalho?! Esta segunda-feira estou assim. Não temos conseguido descansar e sentimos que estamos constantemente sob pressão e preocupados. Não é fácil, por mais que se tente abstrair a cabeça, controlar as suas tendências. 


Quando nos levantamos mais cansados do que nos deitámos, não é fácil encontrar forças para avançar...mas para a frente é que o caminho. Vamos lá que a semana será mais curta!

domingo, 9 de abril de 2017

Domingo de Ramos

O Domingo anterior à Páscoa é especial - começa a semana santa. É dia de ir à missa e de dar mimos ao afilhado. 

E como é que se explica que o sermão do Padre nos diga precisamente algo que precisávamos ouvir? "Por vezes preferimos não mudar porque isso dá muito trabalho, não fazer o que é o mais acertado porque isso exige muito de nós"

Nós arranjamos sempre forma de levar um ramo mas só desta vez soubemos que devem ter três ramos de plantas/árvores simbólicas: 

  • Oliveira - cujo fruto dá lugar ao azeite, que benzido se torna em óleo de sacramentos;
  • Alecrim - que simboliza o perfume de Deus, que deve ser presente nas nossas vidas;
  • Louro - que alude ao triunfo, neste caso do bem.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

A nossa bebé


Sonhei com uma bebé. Não era minha mas tomei-a como tal, ou seja, sei que não a tinha parido mas que era nossa. É estranho eu sei, mas era um sonho. Sei que entrei numa divisão da nossa casa e lá estava no sofá, pequenina e rechonchudinha, com o seu babygrow branquinho, que parecia de veludo, todo preenchidinho, a sua cara redonda bochechuda e dois olhinhos muito espertos que me fitavam. Dei-lhe a chucha, peguei-a ao colo e desci escadas para o encontrar a ele.

Senti que se tinha encaixado tão perfeitamente no meu colo, que quando acordei foi como se me faltasse alguma coisa.

Arrendar casa #2

No início da semana, depois de várias visitas e pesquisas, fomos ver uma casa que nos encheu as medidas. Foi a única que nos fez encarar a mudança de forma positiva e desejar mesmo fazê-la o quanto antes. As condições em que estava e as suas características (espaço, estado, "extras", localização próxima de onde estamos agora e o preço!) pareciam-nos mentira de tão boas que eram. Simpatizámos com o senhorio e ele connosco mas, tem de haver um "mas". No fim da visita foi sincero connosco e disse que tinha um amigo que poderia estar interessado na casa e, caso isso se verificasse, sendo quem é, dar-lhe-ia prioridade, afinal eram amigos. Nós ficámos conscientes, expressámos o nosso interesse em ficar com a casa e assim ficou dependente apenas da decisão de terceiros. Esperámos o tempo que nos pediram e a resposta chegou... a casa seria arrendada ao amigo.


Obviamente, quando nos contou aquilo, soubemos que estaríamos em desvantagem mas gostámos tanto da casa que a nossa esperança em ficar com ela, por mais que tentássemos contrariá-lo, era muita. Mas foi por água abaixo. Temos procurado, temos visto e feito tudo o que está ao nosso alcance. Ainda não apareceu nada mais que isto e já tivemos a primeira desilusão mas alguma solução se há-de arranjar.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Até pode não parecer...


...mas vai ficar tudo bem!

terça-feira, 4 de abril de 2017

Adeus, tia.


Há uma semana morreu uma tia minha. Não posso dizer que fosse uma pessoa muito próxima porque a nossa relação nunca foi muito frequente mas a notícia caiu que nem uma bomba. Não há como esperar estas coisas mas é uma tal situação que até custa a acreditar. Até parece mentira! A minha tia tinha pouca diferença de idade dos meus pais, deixou o marido e o filho (mais velho que eu) destroçados. Ninguém está preparado para uma perda destas. E eu, ainda que com algum distanciamento, confesso que o que mais me custa é convencer-me de que aconteceu mesmo. Deve ser uma dor sem igual, nem posso imaginar... 
Quando se perde alguém tão próximo (como uma mãe, para o meu primo ou uma esposa, para o meu tio), acredito que o que mais cause dor seja a falta que a pessoa nos faz e a solidão que pode criar-se, por isso, à nossa volta. Que Deus lhe dê paz e descanso eterno e muita força aos que ficaram, para enfrentarem uma vida sem ela. 

Primeiro casamento de 2018!


Confirma-se: uma amiga minha acabou de ficar noiva e casa-se no próximo ano. Demos o pontapé de saída nesta nova fase de casamentos e, tal como já suspeitávamos, estes nossos amigos são os próximos a casar. Não é novidade porque já se esperava que as coisas assim se encaminhassem - eles já faziam planos nesse sentido e ela até me tem pedido opiniões sobre o assunto ultimamente. 
É uma fase tão bonita e um passo tão especial que eu só posso ficar muito, mas mesmo muito feliz por eles! Vai haver festa para o ano! Já só falta saber a data!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Arrendar casa #1

O nosso senhorio notificou-nos de que temos de deixar a casa no final do nosso contrato.


Alugámos casa com contrato de um ano, renovável por igual período automaticamente. No Verão faríamos três anos nesta casa e a nossa intenção era que daqui pudéssemos sair para uma casa comprada. Infelizmente, as coisas nem sempre são como nós queremos, e neste momento não temos possibilidade de dar o passo com que tanto sonhamos. Não sabemos bem como fazer porque a renda que pagamos, apesar de baixa, para nós já custa custear mensalmente (tendo em conta o nosso objectivo principal de poupança) e, para piorar, praticamente não existem casas pelo preço que estamos a pagar. Na realidade, o nosso senhorio deve pretender, com a revogação do nosso contrato, aumentar consideravelmente a renda da casa onde estamos a morar. Começámos logo a ver as opções que tínhamos (na verdade, até antes de sabermos que tínhamos de sair daqui, já tinha procurado casas, na esperança de encontrar algo mais barato, que nos permitisse diminuir o gasto com o arrendamento) mas não há mercado de arrendamento e os preços nos arredores (nem considerando zonas mais centrais) estão absurdos. Além disso, o homem depende dos transportes para ir trabalhar e, por isso, precisamos de ter bons acessos. Temos uma nova empreitada pela frente e apesar de custar, não há outra solução senão enfrentar a situação.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Obstáculos como oportunidades


Os desafios que nos surgem no caminho não são senão oportunidades para mudarmos as coisas, para fazermos diferente, para nos mexermos e irmos atrás daquilo que queremos. Se, no fundo, o que fazem é testar-nos, é caso para pensarmos bem no resultado que queremos atingir, no teste que a vida nos apresenta. A questão é que, muitas vezes não sabemos bem como (re)agir, por isso, há alturas em que só podemos confiar, acreditar que tudo ficará bem e estar atento ao que a vida nos pede. Porque ela dá-nos diversas possibilidades de escolha - que são fundamentais e dependem totalmente de nós! - pelo caminho. Acredito que temos poder de direcção da nossa vida embora só determinadas coisas estão ao nosso alcance.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Seremos reféns de um qualquer ritmo?


Adoro o espírito desta música. Acho que está muito bem conseguida e que a mensagem que transmite é muito ousada (e pertinente/adequada aos dias que correm). Dá-nos que pensar! 
Seja como for, acho que dá vontade de dançar! Mais algum fã por aí?

terça-feira, 28 de março de 2017

Para hoje


E para cada dia das nossas vidas.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Casar para ter filhos


Gostava de saber onde está escrita essa regra segundo a qual o casal que se case deve ter bebés logo a seguir. Nada contra quem o queira fazer mas o que tenho eu a ver com isso? Não serão ideias pré-concebidas dentro das cabeças de cada um?! Eu casei para partilhar o resto dos meus dias com o homem da minha vida, não casei para ter filhos. Isto não quer dizer que não venha a tê-los. Quer dizer que temos o resto das nossas vidas para viver juntos. Confesso que não compreendo a pressa das pessoas com os bebés a seguir ao casamento. Se for a vontade do casal, é isso que vai acontecer, se não, para quê estar sempre a perguntar por isso? É que as pessoas quase que se sentem na obrigação de ter filhos assim que se casam, tal é a pressão envolvente...!

sexta-feira, 24 de março de 2017

Sol de pouca dura

...nunca me enganaste!
Confesso que o tempo do fim-de-semana mais quente me alegrou pelos dias mais bonitos que implica mas não estava convencida da realidade das botas e casacos mudar. E tenho de admitir que isso, para já, não me incomoda. Parece que a Primavera tarda em instalar-se mas também me dá a impressão que há pessoas que já querem Verão, estando nós ainda em Março... Eu cá não tenho reclamações. Venha o que vier, o tempo ultimamente tem servido a todos os gostos.

Consegui! Consegui! Consegui!!!


Confesso que ainda não estou em mim. Ter sido aprovada na derradeira prova final fez-me sentir que tinha cumprido o meu dever (não é um dever para com mais ninguém senão para comigo mesma, acima de tudo!). É como ter conseguido chegar ao cimo da montanha mais alta do mundo, como ter atingido a meta em primeiro lugar, depois de uma maratona de esforço, como ter terminado uma jornada em que esforçámos o nosso corpo até ao limite das nossas forças e capacidades. É um alívio e uma sensação de superação indescritíveis. Eu consegui! Sim, eu consegui! É mesmo verdade, aconteceu! É real e mal consigo, ainda que já passados alguns dias, acreditar! 

Pode não ser uma grande coisa mas era o meu grande objectivo, um desafio e uma meta muito importante. Passaram-se muitos anos desde o início da minha formação superior, passaram muitas pessoas pela minha vida, muita coisa aconteceu, muita coisa mudou. Chegaram ao fim cerca de sete anos e cinco meses! Foram anos muito enriquecedores mas sem dúvida os que mais me testaram, aos mais variados níveis. Passaram por mim muitas pessoas especiais, umas ficaram, muitas saíram da minha vida. Muita coisa aconteceu, muitos desafios mas também muitas conquistas. Ganhei pessoas, perdi pessoas... Cresci, envelheci, aprendi. Foram anos de muita mudança, de muito crescimento e evolução pessoal, acima de tudo. Terão sido, com certeza, anos cruciais da minha vida, que ditarão muito do rumo que ela seguiu ou seguirá.


Chorei muito, ri muito, vivi muito. Dei tanto e recebi mais ainda. Fui muito feliz e muito infeliz. Posso dizer que provei um pouco de tudo o que havia no meu caminho. Durante todo este tempo, o blogue acompanhou os meus passos e foi muito importante para grande parte do meu percurso. Sem ele (e sem vocês aí do outro lado!), não teria sido a mesma coisa. Através dele, pude partilhar o que não me atrevia a dizer, o que não me arriscava demonstrar. E isso terá sido fundamental para manter a minha sanidade mental... e para crescer. 

Sinto-me muito agradecida e verdadeiramente abençoada por tudo o que tenho tido oportunidade de viver. O bom e o menos bom. Porque tudo faz parte do caminho e porque tudo, em conjunto, permitiu-me chegar onde estou hoje e caminhar para onde estarei daqui em diante. Por tudo isso, OBRIGADA, de todo o meu coração.

sexta-feira, 17 de março de 2017

As novas MELISSA cá de casa:

Melissa STAGE
O primeiro ordenado!


...com umas MELISSA novas em super promoção! Bem, na verdade, tenho de confessar que não foram só umas...foram dois pares.

Melissa HAPPY (não podia ser mais adequado)!

Tornei-me Advogada!

 Afinal, além do primeiro ordenado, deixei de ser estagiária! São dois acontecimentos que merecem ser condignamente assinalados, ou não!? :D

Como assinalar o primeiro ordenado?


Sou uma pessoa simples e fácil de satisfazer.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Como o tempo passa por nós

A sensação que tenho é que os dias, as semanas e os meses se têm atropelado uns atrás dos outros. Parece que anda tudo a competir para ver o que passa mais depressa e quando dou por mim parece que fui abalroada pelo que (afinal) já passou. Nos últimos tempos tenho sentido muito isso. Ainda há dias fui pedida em casamento e afinal, já passou um ano, já casei, já fui de lua-de-mel e já estou casada há mais de três meses. Ainda há pouco tempo embarquei na maior aventura da minha vida e mudei-me para outra cidade para estudar e já estou (finalmente!) a trabalhar (embora ainda não na minha área). E já tanta mas tanta coisa aconteceu...! Ainda ontem terminei o mestrado ou comecei o estágio na Ordem e já tudo terminou (finalmente!) - afinal são já mais de sete anos! 


Isto tudo, não porque não nos custe a passar as situações, enfrentar os obstáculos, dar a volta aos imprevistos e (re)inventar soluções mas parece que, terminadas as coisas, o tempo até passou por nós a voar. Claro que também é mais fácil falar assim ou pensar nisto desta forma quando as coisas já foram ultrapassadas (principalmente no que diga respeito às mais duras), mas não deixa de ser um pouco assustador dar-mo-nos conta da velocidade a que o tempo passa por nós, sem que possamos fazer grande coisa quanto a isso. Afinal, temos trabalho, temos de cozinhar, tratar da casa, dormir e o que é que nos resta de tempo útil? Que poder temos nós sobre o tempo?! 
Até parece brincadeira falar disto porque não temos qualquer poder sobre o tempo, a única coisa que nos resta é tentarmos fazer com ele o melhor que conseguirmos dentro de todas as limitações e circunstâncias que possamos ter, não deixando de fazer, nem que sejam pequenas coisas que nos façam felizes, por mais simples que sejam, sempre que nos seja possível. Porque muitas vezes temos objectivos e sonhos gigantes, que nos sugam o foco e, muitas vezes, as forças, o empenho, o tempo e a dedicação e quando damos por nós não fazemos (mais) nada da nossa vida. Essa é uma vida muito limitada. E a gestão não é fácil entre objectivos de vida, pretensões, circunstâncias, o que nos faz feliz, tempo e concretizações.
O que é que aprenderam com o passar do tempo por vós? Têm conselhos para uma gestão mais eficaz e eficiente?

terça-feira, 14 de março de 2017

OBRIGADA!


E essa fé, sem dúvida me tem ajudado a ultrapassar cada provação, cada obstáculo e cada conquista. Se acreditarmos, metade do caminho está feito. Não vale a pena tentar contornar isso. E eu só posso ser, hoje, muito mas mesmo muito, muito agradecida por tudo o Ele que me tem concedido.

segunda-feira, 13 de março de 2017

A ferro e fogo

Consegui!
Aquilo por que me tenho debatido, pelo qual tenho sacrificado tanto de mim, pelo qual tenho esperado, àquilo a que tanto tenho dedicado. Chegou. Chegou para mim, mesmo depois deste tempo todo. Mesmo depois de toda a luta, todas as dificuldades, os esforços que isso implicou e a gestão a que obrigou.
Hoje terminei um ciclo determinante para mim em termos profissionais. Mais do que o mero "título", passou a mais do que objectivo, qual desafio e prova a todas as minhas capacidades. Sangue, suor e lágrimas mas consegui. Todo o percurso agora faz um pouco mais sentido. Finalmente!


E assim nos temos de lembrar, sempre que a vida nos estiver a dar luta e a testar as nossas forças até ao limite que não conhecemos, que tudo chega ao fim. E por isso, não deixem de ir à luta se algo vos desafiar a isso.

quarta-feira, 8 de março de 2017

O meu desejo


Já há muito que os meus esforços e desejos se canalizam para um só propósito. Não tem sido fácil manter a intenção, a dedicação e corresponder às suas exigências. Preciso muito que se concretize e materialize. Tenho de manter a fé e acreditar que irá acontecer. Qualquer boa energia vem muito a calhar.
Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! 

terça-feira, 7 de março de 2017

Desafios

Tem que os haver.

Rezar em qualquer lugar


Já há muito tempo que acredito ou encaro Deus como um amigo. Um confidente, de infinita compreensão e generosidade. Por isso tenho a certeza que posso falar-Lhe sempre que sinto essa necessidade, seja onde ou como for. Talvez cause alguma estranheza esta forma de encarar a fé mas só assim me faz sentido. Antes achava que podia ser mal interpretada por Ele por só Lhe falar de vez em quando, quando sentia essa necessidade e sem quaisquer "formalidades". Mas se Ele for um "amigo", como podemos pensar isso a seu respeito? Se Ele for "o" nosso amigo mais fiel, para que precisa de formalidades? Ele compreender-nos-á sempre e ajudar-nos-á da melhor forma possível.
Então, se Ele está em todo o lado, podemos rezar-lhe como e onde quer que estejamos ou precisemos. E isso é verdadeiramente grandioso.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Rockabye


Esta música tem uma vibração tão boa!

O que é ser advogado

Nós os advogados, por Vasco Barata, aqui.








Sendo estas as traves-mestras em que assenta o exercício da profissão de advogado, urge que seja trilhado um caminho que terá de encontrar solução para o sem-fim de falsos recibos verdes que encontramos no exercício da advocacia. É que não basta dizer que a especialização por áreas é o futuro, sem dizer de que forma é exercida esta advocacia especializada, pois todos sabemos que será feita ao abrigo de sociedades de advogados que albergarão – como nos dias de hoje – dezenas (ou centenas) de advogados a falsos recibos verdes. Não bastará, de igual modo, vir agitar o fantasma da impossibilidade de existir um contrato de trabalho para exercício da profissão de advogado: em primeiro lugar, porque essa possibilidade existe e está contemplada no novo artigo 73.º do Estatuto da Ordem dos Advogados (EOA); em segundo, porque o previsível argumento que será trazido à discussão, e que se reconduz, brevitatis causa, ao princípio da independência dos advogados, é um verdadeiro embuste. Encontrar um regime para o exercício da profissão de advocacia que respeite a dignidade no trabalho trará um grande benefício à advocacia portuguesa: além de acabar com os falsos recibos verdes, poder-se-ão também afirmar uma série de princípios deontológicos – como por exemplo o princípio da independência – que no atual estado da arte, mais não são que letra morta.